História
Juazeiro nasceu como povoamento sertanejo às margens do Rio São Francisco no início do século XIX, em região catequizada por missionários franciscanos a partir de
- A devoção mariana à Padroeira Nossa Senhora das
Grotas (segundo a tradição, imagem encontrada por um indígena nas grotas ribeirinhas do Velho Chico) consolidou o vínculo religioso da povoação, que se elevou à categoria de cidade pela Lei nº 1.814, de 15 de julho de 1878. Durante o século XIX e início do XX, Juazeiro funcionou como nó logístico do Sertão do São Francisco, ponto de embarque e desembarque de mercadorias na navegação a vapor do Velho Chico (iniciada na década de 1860). Esta posição estratégica fez de Juazeiro um dos pontos focais do cangaço — Lampião e seu bando atuaram intensamente no Sertão entre os anos 1920 e 1938, ano em que foram emboscados em Angicos (Poço Redondo/SE), a poucas centenas de quilômetros de Juazeiro, encerrando-se simbolicamente o ciclo. No século XX, três marcos refundaram o município: (i) 1962 — criação da Diocese de Juazeiro pelo Papa João XXIII (Bula Christi Ecclesia); (ii) 1979 — inauguração da Hidrelétrica de Sobradinho (CHESF), com deslocamento forçado de ~70 mil pessoas no Submédio São Francisco; (iii) décadas de 1970-1990 — implantação dos perímetros irrigados públicos pela CODEVASF, transformando o Vale do São Francisco no principal polo brasileiro de fruticultura irrigada de exportação. Em 2001, a integração binacional intra-Brasil com Petrolina/PE foi formalizada pela Lei Complementar nº 113/2001, criando a RIDE Polo Petrolina-Juazeiro — único caso de RIDE no Nordeste e raríssimo no país de cooperação federativa entre dois estados com cidades-gêmeas. Em 2002, foi criada a UNIVASF pela Lei 10.473, universidade federal multi-estadual (PE+BA+PI), com Campus Medicina em Juazeiro. Em 2024, Andrei (MDB) foi eleito prefeito em 1º turno (48,85%), derrotando Suzana Ramos (PSDB) e consolidando uma coligação ampla com PT (federação) e várias forças progressistas para o mandato 2025-2028.