História
Itanhandu tem origem documentada no início do século XVIII, com a formação do Arraial de Barra do Rio Verde — pequeno aglomerado de casas circundado por várias fazendas, instalado à beira dos rios Verde e Itanhandu. O nome 'Itanhandu' vem do tupi 'itá' (pedra) + 'nhandu' (ema) = 'ema de pedra' — referência aos 'seixos rolados' (grandes quantidades de pedras arredondadas pelas águas) que se formam no Rio Verde.
O Caminho Velho da Estrada Real passava por Itanhandu, sendo utilizado para escoar o ouro e outras riquezas das Minas Gerais para o porto de Parati/RJ. Mesmo o surgimento do Caminho Novo (passando por Petrópolis, Juiz de Fora e Barbacena) não diminuiu o trânsito pela velha estrada — os tropeiros continuaram circulando, abastecendo o intenso comércio mineiro.
Em 1884, a inauguração da Estrada de Ferro Minas-Rio marcou a aceleração do crescimento populacional do arraial. Em 1911, o local foi elevado a distrito, pertencente ao município de Pouso Alto. Em 1923, criou-se o município autônomo de Itanhandu — em 2026 completam-se 103 anos de emancipação.
Dois fatos históricos marcaram profundamente a cidade no início do século XX: (a) a Revolução de 1930, que deu o poder a Getúlio Vargas (candidato derrotado à presidência, que alegou fraudes no processo eleitoral dominado por velhas oligarquias); (b) a Revolução Constitucionalista de 1932, eclodida em São Paulo, exigindo o fim do governo provisório de Vargas e a convocação de novas eleições. Em ambas as revoluções, Itanhandu, por sua posição estratégica de fronteira entre Minas Gerais e São Paulo, ficou exposta a conflitos armados. Toda a população era retirada e as luzes apagadas à noite.
Ao longo do século XX, Itanhandu consolidou-se como cidade industrial e comercial do Sul mineiro, articulada aos eixos rodoviários e ferroviários. Em 2026, o Executivo é exercido por Paulinho (PODE), eleito em 2024 para o mandato 2025-2028 com 54,02% dos votos válidos.