História
A história do território remonta ao século XVII, quando se formou o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga, núcleo do qual derivou o povoado conhecido como "Velho Brejo". A região integrava o município do Rio de Janeiro até 15/01/1833, quando passou ao recém-criado município de Iguaçu (atual Nova Iguaçu). O nome "Belford Roxo" foi adotado em homenagem ao engenheiro maranhense Raimundo Teixeira Belfort Roxo, que ao lado de Paulo de Frontin protagonizou em 1889 o chamado "Milagre das Águas" — solução em apenas 6 dias para a escassez hídrica que ameaçava a corte imperial. A consolidação como distrito industrial ocorreu em 10/06/1958 com a inauguração da unidade Bayer pelo presidente Juscelino Kubitschek e o presidente da Bayer Ulrich Haberland — a maior planta da multinacional alemã na América Latina, com 2 km² de área e produção anual de 150 mil toneladas. Em 03/04/1990, pela Lei Estadual nº 1.640, Belford Roxo emancipou-se de Nova Iguaçu, com instalação efetiva em 01/01/1993, quando tomou posse o primeiro prefeito Jorge Júlio da Costa dos Santos ("Joca"), eleito com mais de 76 mil votos — assassinado em 1995 a 11 tiros, fato que marcou a memória política do município. Joca cunhou o slogan "Cidade do Amor". Sucederam-se gestões de diferentes matizes — Maria Lúcia Santos, Waldir Zito, Alcides Rolim (PT), Dennis Dauttmam (PCdoB), Waguinho Carneiro (MDB/Republicanos, dois mandatos 2017-2024) e Márcio Canella (MDB/UNIÃO, dois mandatos 2021-2024 e 2025-2028, este último como titular após ter sido vice). Em 2024, Canella derrotou Matheus do Waguinho (sobrinho do ex-prefeito) em 1º turno com 62,88% dos votos. Em abril de 2026, afastou-se para disputar o Senado, transferindo o cargo para a vice Mariana Malta — primeira mulher na chefia do executivo desde Maria Lúcia Santos.