História
A história de Volta Redonda começa em 1744, quando exploradores identificaram a curva acentuada do Rio Paraíba do Sul e batizaram a região. Pequeno povoado rural produtor de café e laticínios no século XIX (criado como distrito de Barra Mansa em 26/12/1890), a cidade só ganha destaque com a chegada da CSN. Em 9 de abril de 1941, em plena 2ª Guerra Mundial, o presidente Getúlio Vargas assina o decreto-lei que cria a Companhia Siderúrgica Nacional, escolhendo Volta Redonda como sede da Usina Presidente Vargas. O empreendimento foi viabilizado pelos Acordos de Washington (1942), nos quais o Brasil cedeu base aérea em Natal aos EUA em troca de US$ 20 milhões em financiamento via Eximbank. O Alto-Forno I é aceso em 1º de outubro de 1946, marcando o início da industrialização brasileira. Em 17 de julho de 1954, pela Lei estadual nº 2.185, Volta Redonda emancipa-se de Barra Mansa após plebiscito esmagador (2.809 votos a favor, apenas 24 contra). A população explode: de 3.000 habitantes pré-CSN para 35.965 em 1950 e 257.803 em 2010. Em 1988, a cidade entra para a história nacional com a Greve dos 11 mil (ou Massacre de Volta Redonda), quando tropas do Exército invadem a CSN em 9 de novembro e três metalúrgicos são mortos: Carlos Augusto Barroso (19 anos), Valmir Freitas Monteiro (22 anos) e William Fernandes Leite (23 anos). O líder grevista Juarez Antunes é eleito prefeito em 15 de novembro, mas morre dois meses depois em acidente de carro suspeito. Em 1993, a CSN é privatizada no Plano Nacional de Desestatização. Em 2025, Antônio Francisco Neto (PP) assume seu 6º mandato como prefeito.