História
Castelo de Sonhos nasce no contexto do Programa de Integração Nacional (PIN), política do regime militar que visava colonizar a Amazônia via construção de rodovias e assentamentos. O Decreto-Lei 1.106/1970, assinado pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, instituiu o programa.
A BR-163 (Cuiabá-Santarém), construída naquele contexto, abriu a região para colonização. A mão de obra nordestina, liberada pelas grandes secas de 1969-1970, migrou em massa para a região. Os slogans "integrar para não entregar" e "uma terra sem homens para homens sem terra" expressavam a propaganda desenvolvimentista.
A localidade que viria a se chamar Castelo de Sonhos começou como corruptela popular nos anos 1980 — os moradores designavam a área usando o nome de uma canção popular na rádio, "Castelo de Sonhos" do cantor Walter Basso. Esse é um dos poucos casos no Brasil em que um TOPÔNIMO OFICIAL NASCE DE UMA MÚSICA POPULAR.
O distrito foi oficialmente criado em 1990, com regulamentação pela Lei Municipal 1.634/2006 (Altamira), que definiu seus limites territoriais. Compreende áreas indígenas, áreas de proteção e áreas de expansão.
Personagens importantes: Léo Heck, cuja biografia ("Léo Heck — sua história", dezembro/2016) foi editada por empresa de publicidade de Guarantã do Norte/MT. Léo Heck oferecia o livro aos "estrangeiros" que passavam por seu escritório em Castelo. A escola EMEF Léo Heck é homenagem a esse pioneiro.
Em 2025, Castelo de Sonhos celebrou 37 anos de fundação, com programação de 7 a 9 de agosto na Praça do Curuá e Avenida Santo Antônio.