História
Altamira nasceu da fusão entre missões jesuíticas do século XVIII e o pioneirismo do coronel Gayoso, que em 1883 fundou "Fortaleza" (depois Forte Ambé) às margens do Igarapé Ambé. O nome atual vem de uma viagem de Gayoso à Espanha, onde conheceu a famosa Caverna de Altamira, com pinturas rupestres. O povoado cresceu com o CICLO DA BORRACHA no fim do século XIX, atraindo migrantes nordestinos fugidos das secas. Em 06/11/1911, Altamira foi emancipada pela Lei Estadual 1.234, sancionada pelo governador João Antônio Luiz Coelho. A cidade enfrentou período de estagnação até a construção da TRANSAMAZÔNICA (BR-230) em 1972, cujo MARCO ZERO foi implantado em Altamira pelo presidente Emílio Garrastazu Médici (monumento "Pau do Presidente"). A rodovia simbolizou o projeto de "integração nacional" e atraiu milhares de famílias de todo o Brasil. Nas décadas de 1980-90, Altamira ganhou notoriedade nacional pelo CASO DOS MENINOS EMASCULADOS (crimes contra jovens de 8-14 anos). O trauma marcou gerações. Desde 2009, Altamira atraiu atenção mundial pela construção da UHE BELO MONTE — empreendimento de R$ 30+ bilhões que transformou a cidade, fazendo sua população saltar de 100 mil (Censo 2010) para 140 mil (estimativa atual). Belo Monte é a TERCEIRA MAIOR HIDRELÉTRICA DO MUNDO (11.233 MW), após Três Gargantas (China) e Itaipu. Em 2009, Altamira deixou de ser o maior município do mundo em extensão territorial. Mesmo assim, permanece como o MAIOR MUNICÍPIO DO BRASIL (159.533 km²). Em 2019, ocorreu o MASSACRE EM ALTAMIRA: 62 detentos foram mortos no Centro de Recuperação Regional em disputa entre facções CV e aliados do PCC. Um dos piores massacres prisionais da história recente. Em 2025, Loredan de Andrade Mello assumiu a prefeitura para o mandato 2025-2028.