História
Alagoas tem uma história marcada pela COLONIZAÇÃO CANAVIEIRA, pela RESISTÊNCIA NEGRA e pela PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA. Original parte da Capitania de Pernambuco, teve os primeiros núcleos coloniais em Porto Calvo e Penedo no final do século XVI, pela iniciativa de Cristóvão Lins. No século XVII, o território foi palco do QUILOMBO DOS PALMARES — o MAIOR E MAIS DURADOURO QUILOMBO DAS AMÉRICAS, na SERRA DA BARRIGA (atual União dos Palmares), onde se abrigaram dezenas de milhares de escravizados fugidos dos engenhos de Pernambuco e do recôncavo baiano. O último líder, ZUMBI DOS PALMARES (nascido em 1655 na Serra da Barriga), foi morto em 20/11/1695 pelas tropas de Domingos Jorge Velho — data que se tornou o DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA (Lei 10.639/2003 + Lei 14.759/2023). Em 16/09/1817, por Carta Régia de D. João VI, Alagoas foi elevada a CAPITANIA INDEPENDENTE de Pernambuco como retribuição à fidelidade alagoana na Revolução Pernambucana. Tornou-se Província em 1823. A primeira capital foi MARECHAL DEODORO (originalmente Vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul); em 09/12/1839, a capital foi transferida para MACEIÓ — transferência estratégica pelo acesso marítimo e pelo crescimento comercial. Em 15/11/1889, o alagoano MARECHAL DEODORO DA FONSECA — nascido em 05/08/1827 em Marechal Deodoro/AL — proclamou a República e se tornou o 1º PRESIDENTE DO BRASIL. Seu sucessor, o também alagoano FLORIANO PEIXOTO, foi o 2º Presidente. No século XX, Alagoas produziu figuras literárias como Graciliano Ramos (Quebrangulo/AL; autor de 'Vidas Secas'), o poeta Jorge de Lima, e o pintor Pierre Chalita. Em 1989-1992, o alagoano FERNANDO COLLOR DE MELLO foi o 32º PRESIDENTE — 1º eleito por voto direto na Nova República, 1º CASSADO por impeachment (29/12/1992). No século XXI, dois desafios marcam a história alagoana: (1) POPULAÇÃO DECRESCENTE — única UF do NE com crescimento 2010-2022 negativo (-0,07%); (2) DESASTRE DE MACEIÓ — afundamento dos bairros Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto por causa da exploração de sal-gema pela Braskem, deslocando ~60.000 pessoas desde 2018. Politicamente, o MDB domina desde 2015 (Renan Filho 2015-2022; Paulo Dantas desde maio/2022 — tampão e depois reeleito).