História
Maceió surgiu no final do século XVIII em torno do ENGENHO MASSAYÓ (ou MASSAIÓ), propriedade da família Calheiros Mello — linhagem ligada à atual dinastia política de Renan Calheiros. O nome 'Maceió' vem do tupi-guarani m'assa-y-ó — 'o que tapa o alagadiço'. Em 05/12/1815, durante o período joanino, o povoado foi elevado a VILA DE MACEIÓ por Alvará Régio. Em 09/12/1839, pelo Decreto Provincial, Maceió foi simultaneamente elevada a CIDADE e designada CAPITAL da Província de Alagoas, substituindo Marechal Deodoro — a anterior capital, sem litoral, era limitada comercialmente. A razão estratégica: Maceió tinha PORTO ATLÂNTICO (Jaraguá) com infraestrutura comercial superior. Durante o Império, Maceió cresceu como centro açucareiro. Com a Proclamação da República em 15/11/1889 (obra do alagoano DEODORO DA FONSECA), Maceió continuou capital. No século XX, a cidade urbanizou-se para o litoral — a 'parte baixa' histórica (Jaraguá, Trapiche, Centro) foi complementada pela 'parte alta' residencial (Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca). A partir dos anos 1970, o POLO CLOROQUÍMICO DE MACEIÓ (Braskem em Mutange) tornou-se eixo industrial. Em 2018, porém, iniciou-se o DESASTRE DE MACEIÓ — afundamento dos bairros PINHEIRO, BEBEDOURO, MUTANGE e BOM PARTO por causa do colapso das minas de sal-gema da Braskem. Aproximadamente 60.000 pessoas foram deslocadas em processo de realocação coletiva até 2024, quando a Braskem encerrou oficialmente a operação. R$ 14,4 bilhões em indenizações. É o CASO URBANO MAIS GRAVE DO BR NO SÉCULO XXI. Politicamente, Maceió tem tradição de alternância — no século XXI, passou por Cícero Almeida (2005-2008, PP), Rui Palmeira (2013-2020, PSDB) e desde 01/01/2021 é governada por JHC (PL), reeleito em 2024 com 83,25% (379.544 votos). A ÚNICA CAPITAL DO NORDESTE onde Bolsonaro venceu Lula no 2º turno de 2022.