História
A história de Arapiraca remonta a meados do século XIX. Em 1848, as terras pertenciam a Marinho Falcão, que as vendeu a Amaro da Silva Valente. Algum tempo depois, Manoel André Correia, genro de Amaro, embrenhou-se pelas matas virgens da região até descobrir uma planície fértil, rica em árvores frondosas — especialmente a "Arapiraca" (Tabebuia spinulosa), que daria nome à cidade. Foi sob uma dessas árvores, às margens do Riacho Seco, que Manoel André descansou e teve a ideia de construir uma cabana, marcando o início do povoamento.
Em 1855, a esposa de Manoel André faleceu. Em homenagem a ela, em 1864, ele construiu a capela de Nossa Senhora do Bom Conselho sobre o túmulo. Em 1863, Manoel Ferreira de Macedo (filho de Amaro da Silva Valente, cunhado de Manoel André) chegou ao povoado. Os produtos agrícolas eram comercializados na feira de Lagoa dos Veados, próximo ao povoado.
Em 1880, Esperidião Rodrigues, associando-se a Florêncio Apolinário, instalou-se no povoado com a primeira casa comercial (estivas e tecidos). Em 1884, Esperidião criou a primeira feira de Arapiraca, marco do crescimento comercial da região.
Em 30 de outubro de 1924, Arapiraca foi elevada à categoria de município, com territórios desmembrados de Palmeira dos Índios, Porto Real do Colégio, São Brás, Traipu e Limoeiro de Anadia. A cidade comemorou em 2024 o seu CENTENÁRIO — 100 anos de emancipação.
A partir da década de 1960-70, Arapiraca viveu seu mais importante ciclo econômico: o do FUMO (TABACO). O ciclo foi tão expressivo que conferiu à cidade o apelido de "OURO VERDE" — em referência à coloração das folhas de tabaco e ao valor econômico que representavam. Pequenas e médias indústrias de processamento operavam na região, abastecendo o mercado nacional. A grande área plantada acabou gerando excesso de produto, queda de preços e declínio do ciclo nos anos 1980-90. Apesar do declínio, o legado fumageiro deixou marcas na cultura, na economia e na identidade da cidade — sendo até hoje referência simbólica do "Ouro Verde".