História
Palmeira dos Índios, a "PRINCESA DO SERTÃO" e "Cidade de Graciliano Ramos", é a 4ª maior cidade de Alagoas (71.574 hab Censo 2022; 73.621 estimados em 2025), polo do AGRESTE ALAGOANO situada estrategicamente na fronteira com Pernambuco. Sua identidade histórica está indissociavelmente ligada aos povos indígenas XUKURU-KARIRI, que estabeleceram aldeamento no local no MEADO DO SÉCULO XVII — perpetuando a presença ancestral até hoje, com três Terras Indígenas oficialmente delimitadas em seu território (Xukuru-Kariri, Fazenda Canto e Mata da Cafurna).
Criada como FREGUESIA em 1798 e transformada em VILA em 1835, a cidade consolidou-se como polo regional no século XIX. Em 1872, foi elevada à categoria de cidade. Em 1962, foi criada a Diocese de Palmeira dos Índios (Bula "Cum Apostolicum" de 10/02/1962), desmembrada da Arquidiocese de Maceió.
O capítulo mais célebre da história política de Palmeira dos Índios foi a passagem de GRACILIANO RAMOS pela Prefeitura (1928-1930). Eleito em 7 de outubro de 1927 com 433 votos pelo Partido Democrata — candidato único apoiado pelas oligarquias locais para apaziguar ânimos após o assassinato do prefeito anterior — Graciliano governou com integridade revolucionária para a República Velha: aplicou rigorosamente o Código de Posturas; cortou privilégios das elites (até multou o próprio pai!); demitiu funcionários sem capacidade técnica (inclusive uma irmã); combateu a corrupção; direcionou investimentos para áreas pobres. Seus RELATÓRIOS de 1929 e 1930 tornaram-se referência nacional de transparência pública. Em 30 de abril de 1930, renunciou para assumir a Imprensa Oficial de AL, iniciando trajetória que o consagraria como UM DOS MAIORES ESCRITORES DA LITERATURA BRASILEIRA — autor de "Vidas Secas", "São Bernardo", "Caetés", "Angústia", "Infância" e "Memórias do Cárcere".
Em 2024, Palmeira dos Índios escreveu NOVO CAPÍTULO HISTÓRICO: LUÍSA JÚLIA (Tia Júlia, MDB) — DESCENDENTE DIRETA DO POVO FULNI-Ô — foi eleita Prefeita com 23.994 votos (57,43%), a MAIOR VOTAÇÃO da história do município. Tia Júlia é PRIMEIRA MULHER e PRIMEIRA CANDIDATA INDÍGENA eleita prefeita da cidade — em chapa exclusivamente feminina com a Vice SHEILA DUARTE (PT). Aos 68 anos, professora aposentada com 46+ anos de magistério, ex-Secretária Municipal de Educação, Tia Júlia traz à Prefeitura a representatividade indígena e feminina simbolicamente justa ao topônimo da cidade.