História
O Espírito Santo é um dos estados mais antigos do Brasil — fundado em 23 de maio de 1535, quando Vasco Fernandes Coutinho desembarcou na Baía de Vitória e batizou a terra em homenagem ao Divino Espírito Santo, devoção da liturgia do Pentecostes que coincidia com a data do seu aporte. Das quinze capitanias hereditárias criadas por D. João III, o Espírito Santo foi uma das mais longevas em continuidade — manteve governo próprio, resistiu a três invasões francesas (1558, 1591-1592, 1625), a piratas holandeses e aos povos Goytacás e Aimorés. O Padre José de Anchieta, 'Apóstolo do Brasil' natural de Tenerife, viveu seus 32 últimos anos no território capixaba — entre 1565 e 1597 —, fundou as aldeias de Reritiba (hoje Anchieta) e Reis Magos (Nova Almeida) e escreveu parte de sua obra literária fundamental, incluindo os autos e poemas em língua tupi e latim. Morreu em Reritiba em 09/06/1597 e está sepultado até hoje no Santuário Nacional de Anchieta. De 1535 a 1821, capitania do Império Português; de 1821 a 1889, província do Império do Brasil; a partir de 1889, estado da República. Em 1874-1875 começou a imigração italiana — primeiro em Santa Teresa e Santa Leopoldina, depois expandida para Venda Nova do Imigrante, Afonso Cláudio, Castelo, Alfredo Chaves, Vargem Alta. Mais de 60 mil italianos chegaram ao ES até início do século XX, moldando permanentemente a identidade serrana capixaba. Em 1891 foi criado o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (134 anos completos em 2025); em 1989 a Lei 7.872 criou o TRT-17, instalado em 1991. O estado capixaba combina raízes coloniais profundas, forte influência jesuíta e imigração italiana que definem sua cultura.