História
Vitória nasceu em 8 de setembro de 1551 como refúgio defensivo. A Vila do Espírito Santo (hoje Vila Velha), fundada por Vasco Fernandes Coutinho em 1535, sofria ataques constantes de Goytacás, Aimorés e corsários franceses. A administração foi transferida para a ilha vizinha — mais protegida pela própria geografia — no dia litúrgico da Natividade de Maria. Batizada Cidade de Nossa Senhora da Vitória, em gratidão à vitória contra os Goytacás, a cidade seria por 475 anos a CAPITAL CAPIXABA. O Colégio dos Jesuítas de São Tiago, erguido em 1551 no alto do morro pelo Padre Afonso Brás e depois ampliado pelo Padre José de Anchieta, foi transformado após a expulsão pombalina (1759) em sede do governo — hoje Palácio Anchieta, edifício civil em uso permanente MAIS ANTIGO do Brasil. A cidade enfrentou três invasões francesas (1558, 1591-1592, 1625) e holandesas. Desde o século XIX se desenvolveu como porto e centro comercial, atraindo imigrantes italianos e alemães do interior serrano. O século XX trouxe industrialização acelerada: em 1908, a Estrada de Ferro Vitória-Minas inaugurou a saída do minério de Itabira para o Atlântico; em 1966, a instalação do Complexo Portuário de Tubarão (Vale) em Serra transformou a economia regional. A Terceira Ponte (1989) integrou Vitória a Vila Velha. Em 1989, também, foi instalada a Lei 7.872 que criou o TRT-17 — tribunal exclusivo do ES com sede na capital. Em 2013, a Lei 8611 reorganizou a cidade em 9 Regionais Administrativas. Em 2020, o aeroporto foi concessionado à AENA. Em 2025, Vitória viveu o início do 2º mandato de Lorenzo Pazolini, com a 20ª Legislatura estreando 21 vereadores (expansão de 15).