História
A história de São Mateus começa muito antes da chegada europeia, com os indígenas TUPINIQUINS (no litoral) e BOTOCUDOS (no interior). O nome "CRICARÉ" tem origem na língua tupi. Em 21 de SETEMBRO DE 1544, o POVOADO DO CRICARÉ foi fundado como parte da colonização da Capitania do Espírito Santo (iniciada por Vasco Fernandes Coutinho em 1535) — apenas 9 anos depois. É UMA DAS CIDADES MAIS ANTIGAS DO BRASIL. Em 1566, o jesuíta PADRE JOSÉ DE ANCHIETA — figura central da história colonial brasileira, autor de gramáticas tupis e canonizado como Santo (Papa Francisco, 2014) — visitou o povoado e o REBATIZOU para "SÃO MATEUS". A toponímia indígena CRICARÉ foi preservada no nome do rio. Do séc. XVIII até a SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX, o PORTO DE SÃO MATEUS foi UMA DAS PRINCIPAIS PORTAS DE ENTRADA DE AFRICANOS ESCRAVIZADOS NO BRASIL — fato que explica a MAIOR POPULAÇÃO AFRODESCENDENTE DO ES. Após a Abolição (1888), muitos africanos libertos permaneceram, formando comunidades quilombolas — hoje o SAPÊ DO NORTE, com 30+ comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares. São Mateus recebeu autonomia municipal em 1764 (220 anos após a fundação), sendo elevado à categoria de cidade em 1848. É anterior à Independência e à República. Durante os séculos XIX e XX, a economia se diversificou: cacau, café, pecuária, pesca, comércio regional, eucalipto (Suzano, antiga Aracruz, desde 1972 com fortes conflitos com quilombolas), petróleo (Petrobras na Bacia do ES Norte). Em 2005-2006, a UFES instalou o CEUNES (Centro Universitário Norte do ES) em São Mateus, consolidando-a como POLO EDUCACIONAL DO EXTREMO NORTE CAPIXABA. No plano político, em 2024, MARCUS AZEVEDO BATISTA (Podemos) foi eleito prefeito, em mandato iniciado em 01/01/2025, sucedendo Daniel Santana Barbosa (que enfrentou Comissão Processante na Câmara). Em 2024, São Mateus completou 480 ANOS.