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Imóveis

Quanto Custa Escritura de Imóvel em 2026: Tabela por Estado

· 9 min de leitura

Se você está pesquisando “quanto custa escritura de imóvel em 2026”, já deve ter percebido que não há uma resposta única. O valor total depende do preço do imóvel, do município e do estado onde ele está localizado. Em linhas gerais, o custo final para o comprador pode variar entre 3% e 5% do valor venal do bem, somando-se todos os tributos e taxas.

Este guia prático tem como objetivo desmistificar todos os componentes desse custo, apresentando uma tabela com faixas de valores por estado para 2026, além de um roteiro claro do passo a passo, dos documentos necessários e dos prazos envolvidos. A escritura pública é a etapa burocrática mais importante na compra de um imóvel, e entendê-la é fundamental para planejar seu orçamento com segurança e evitar surpresas.

Aqui, você encontrará informações atualizadas conforme a legislação vigente em 2026, incluindo a Lei Federal 8.935/94, que regulamenta os serviços notariais e de registro.

O Que é e Para Que Serve a Escritura Pública?

A escritura pública de imóvel é o documento legal, lavrado (redigido e autenticado) por um tabelião de notas, que formaliza a transmissão da propriedade. Ela é essencial para operações como compra e venda, doação, permuta (troca) e partilha de bens em divórcio ou herança.

É crucial não confundir escritura com registro. A escritura é o contrato que formaliza a transação. Já o registro no Cartório de Registro de Imóveis (RGI) é o ato que torna essa transação oponível a terceiros, ou seja, que consolida o novo dono perante o mundo. Primeiro se faz a escritura, depois se leva ela ao RGI para registro. Sem o registro, a transferência não está completa e segura.

Passo a Passo para Fazer a Escritura do Seu Imóvel

Seguir uma sequência lógica evita retrabalho e gastos desnecessários. Confira o roteiro básico:

  1. Negociação e Pré-Contrato: Após fechar o negócio, é comum assinar um contrato de promessa de compra e venda (ou recibo de sinal), que estabelece as condições.
  2. Verificação Documental (Due Diligence): Esta é a fase mais crítica. O comprador, preferencialmente com um advogado, deve analisar todas as certidões do imóvel para garantir que ele está “limpo”.
  3. Preparação para o Cartório: Reunir toda a documentação necessária das partes (vendedor e comprador). Listamos os documentos mais adiante.
  4. Pagamento do ITBI: Antes de lavrar a escritura, o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis deve ser pago à prefeitura da cidade onde o imóvel está localizado. A guia de pagamento é gerada após a apresentação da Declaração de Transmissão (DTI).
  5. Lavratura da Escritura: As partes vão ao cartório de notas de livre escolha (não precisa ser no município do imóvel) para assinar a escritura pública perante o tabelião ou seu substituto.
  6. Registro no RGI: A escritura pública lavrada deve, por fim, ser apresentada ao Cartório de Registro de Imóveis da comarca do imóvel para registro. Só após esse registro o comprador se torna o proprietário legal perante todos.

Para um mergulho mais profundo nas etapas de verificação documental, confira nosso post no blog sobre como verificar a situação de um imóvel antes da compra.

Onde Fazer a Escritura Pública?

A escritura é feita em um Cartório de Notas (ou Tabelionato de Notas). Uma vantagem importante é que você pode escolher qualquer cartório de notas dentro do estado onde o imóvel está localizado, conforme previsto na Lei 8.935/94. Isso permite cotar preços e prazos de serviço.

Já o registro da escritura é obrigatório no Cartório de Registro de Imóveis (RGI) da circunscrição onde o imóvel está situado. Não há possibilidade de escolha aqui: é um órgão de jurisdição territorial.

Para localizar os cartórios oficiais e verificar suas atribuições, você pode consultar a categoria de órgãos e repartições públicas em nosso site.

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Quanto Custa a Escritura de Imóvel em 2026? (Tabela por Estado)

O custo total é uma soma de três componentes principais:

  • ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis): Imposto municipal cobrado pela prefeitura. É o item mais caro, geralmente variando entre 2% a 3% do valor venal do imóvel (ou do valor da transação, o que for maior). Alguns municípios têm alíquotas diferenciadas.
  • Emolumentos Notariais: São os honorários do cartório de notas pela lavratura da escritura. Seu valor é tabelado pelas Corregedorias Gerais da Justiça de cada estado.
  • Taxa de Registro no RGI: Cobrada pelo cartório de imóveis para registrar a escritura e emitir a nova matrícula em nome do comprador. Também segue tabela estadual.

A tabela abaixo apresenta uma faixa de custo total estimado (ITBI + Emolumentos + Registro), considerando um imóvel de valor de mercado de R$ 500.000,00. Os valores são médias estaduais para 2026, pois dentro de um mesmo estado as alíquotas de ITBI podem variar por município.

EstadoFaixa de Custo Total Estimado (para imóvel de R$ 500 mil)Observações Principais
São PauloR$ 15.000 a R$ 22.000ITBI em SP capital é 3%. Em cidades do interior, pode ser 2%. Emolumentos seguem tabela do TJSP.
Minas GeraisR$ 12.500 a R$ 18.500Belo Horizonte cobra 2% de ITBI. Muitos municípios têm alíquota de 2%.
Rio de JaneiroR$ 16.000 a R$ 24.000Rio capital tem ITBI de 2,5%. Algumas cidades da região metropolitana chegam a 3%.
Rio Grande do SulR$ 11.000 a R$ 16.500Porto Alegre tem ITBI de 2%. Tabela de emolumentos estadual.
ParanáR$ 10.500 a R$ 15.500Curitiba cobra 2% de ITBI. Vários municípios têm alíquotas entre 1,5% e 2%.
Santa CatarinaR$ 10.000 a R$ 15.000Florianópolis tem ITBI de 2%. Algumas cidades turísticas podem ter alíquotas próprias.
BahiaR$ 13.000 a R$ 19.500Salvador cobra 2,5% de ITBI.
Distrito FederalR$ 15.000 a R$ 17.500ITBI fixo em 2% em todo o DF.
PernambucoR$ 13.500 a R$ 20.000Recife cobra 3% de ITBI.
CearáR$ 12.000 a R$ 17.000Fortaleza cobra 2% de ITBI.

Importante: Esta tabela é uma estimativa. Para um cálculo preciso, é necessário consultar a alíquota de ITBI do município específico e simular os emolumentos no site da Corregedoria de Justiça do estado ou diretamente no cartório escolhido.

Documentos Necessários para a Escritura

A lista pode variar ligeiramente, mas o núcleo documental é este:

Para o Imóvel (apresentados pelo vendedor):

  • Certidão de Matrícula atualizada do imóvel (com até 30 dias).
  • Certidões de Ônus Reais (ex.: hipoteca, penhora) e de Ações Reais.
  • CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural), se for o caso.
  • Habite-se ou documentação equivalente da prefeitura.
  • Comprovante de quitação do IPTU e de condomínio (se houver).

Para as Partes (vendedor e comprador):

  • Documentos de identificação originais (RG e CPF).
  • Comprovante de estado civil:
    • Casados: certidão de casamento atualizada e pacto antenupcial registrado, se houver.
    • Divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio ou certidão de divórcio.
  • Comprovante de residência atualizado.
  • Se houver procurador: procuração pública com poderes específicos para vender/comprar.

Prazos: Quanto Tempo Leva o Processo Todo?

O tempo total depende da agilidade na coleta de documentos e da agenda do cartório. Veja uma média:

EtapaPrazo Médio
Análise documental e obtenção de certidões1 a 3 semanas
Agendamento e lavratura da escritura no cartório de notas1 a 2 semanas (após doc. pronta)
Registro da escritura no Cartório de Imóveis (RGI)1 a 3 semanas úteis
TOTAL (estimativa)1 a 2 meses

A escritura pública fica pronta no ato da assinatura no cartório de notas. O prazo mais longo geralmente é para obter certidões atualizadas e para o registro final no RGI, que pode ter uma fila de serviço.

Este conteúdo é informativo-educativo e não substitui consulta individualizada a profissional habilitado. Dados de custos e prazos podem variar por localidade e data — confirme no órgão competente antes de agir.