História
O Amazonas é um estado construído pela geografia e pela resistência. A ocupação formal portuguesa começou em 1669, com a fundação do Forte de São José do Rio Negro por Francisco da Mota Falcão, embrião de Manaus, batizada com esse nome em 1833 em homenagem à etnia indígena Manaó. A região foi organizada politicamente como Capitania de São José do Rio Negro em 1755, por ordem do Marquês de Pombal, e subordinada ao Estado do Grão-Pará e Maranhão.
A independência do Amazonas política é de 1850: a Lei nº 582/1850 criou a Província do Amazonas por desmembramento do Grão-Pará, instalada em 1º de janeiro de 1852. Mas o momento mais marcante veio entre 1880 e 1912, com o Ciclo da Borracha, quando o látex da Hevea brasiliensis alimentou a nascente indústria automobilística mundial e transformou Manaus numa metrópole ultramoderna, com Teatro Amazonas (1896), Mercado Adolpho Lisboa (réplica do Les Halles de Paris), Palácio Rio Negro, bondes elétricos e porto flutuante. Essa prosperidade foi abrupta: quando o látex migrou para o Sudeste Asiático (Ceilão, Malásia), o Amazonas mergulhou em depressão econômica por décadas.
A segunda fase da borracha veio durante a 2ª Guerra Mundial (1942-1945), com os Acordos de Washington trazendo milhares de nordestinos, os "soldados da borracha"a morrer e trabalhar na floresta. Mas foi o Decreto-Lei 288, de 28 de fevereiro de 1967, que redefiniu o estado: ao reformular a Zona Franca de Manaus e criar a SUFRAMA, abriu caminho para o Polo Industrial de Manaus (PIM), hoje um dos maiores parques industriais do país.
A Constituição Estadual vigente é de 5 de outubro de 1989. Em 4 de abril de 2026, o estado viveu reviravolta institucional sem precedente recente: o governador e o vice-governador renunciaram, e o presidente da Assembleia Legislativa (ALEAM) assumiu o Governo do Estado por sucessão constitucional.