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Para localizar uma pessoa presa na Paraíba, o caminho oficial é a Ouvidoria do Sistema Penitenciário da SEAP-PB (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária): você liga para o 0800 083 0018 ou manda mensagem no WhatsApp (83) 99121-7665, informa os dados da pessoa e pede a localização. A Paraíba não tem um portal público de consulta por nome ou CPF — quando a Ouvidoria não basta, os caminhos são o BNMP do CNJ (nacional) e o advogado, que localiza pela via oficial com procuração.
Este guia foi escrito para famílias que acabaram de receber a notícia da prisão e não sabem por onde começar. Sem rodeios, direto ao que funciona na Paraíba.
A Paraíba não tem consulta de preso online — e isso é comum
Se você procurou por um “site para consultar preso na Paraíba” e não achou, não é falha sua. A SEAP-PB não disponibiliza um sistema público em que qualquer pessoa digite um nome ou CPF e descubra em qual unidade o familiar está recolhido.
Isso é a regra, não a exceção. A maioria dos estados brasileiros não mantém consulta penitenciária aberta ao público — só alguns (como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) têm portais desse tipo. O motivo é uma combinação de proteção de dados da pessoa presa, segurança do sistema e limitação técnica. Por isso, desconfie de qualquer site comercial que prometa “localizar preso na Paraíba online na hora”: a informação penitenciária real vem dos canais oficiais do Estado, e não de intermediários.
O caminho oficial na Paraíba tem três degraus: a Ouvidoria da SEAP-PB, o BNMP do CNJ e o advogado. Vamos a cada um.
Passo 1: a Ouvidoria da SEAP-PB
A Ouvidoria do Sistema Penitenciário é o canal oficial entre a família e a administração prisional na Paraíba. Ela foi criada pela Lei estadual nº 9.521, de 2011, justamente para defender os direitos das pessoas privadas de liberdade e de suas famílias, e uma das demandas que ela recebe é a de informação sobre localização e situação do preso.
Os canais oficiais são:
- Telefone (gratuito): 0800 083 0018
- WhatsApp: (83) 99121-7665
- E-mail: ouvidoria@seap.pb.gov.br
- Endereço: Avenida Camilo de Holanda, 926 — João Pessoa/PB
- Horário: segunda a sexta, das 8h às 16h30
Antes de ligar ou mandar mensagem, tenha em mãos:
- Nome completo da pessoa presa (grafia correta, sem apelido)
- Data de nascimento
- Nome da mãe
- CPF ou RG, se souber
- Número do processo ou do boletim de ocorrência, se houver
Quanto mais desses dados você reunir, mais rápida e segura fica a busca. Homônimos são um problema real — duas pessoas com o mesmo nome podem existir no sistema, e a data de nascimento com o nome da mãe é o que desfaz a confusão.
Passo 2: o que a Ouvidoria informa — e o que ela não informa
A Ouvidoria pode confirmar se a pessoa está sob custódia da SEAP-PB e orientar sobre a unidade. Mas há limites que você precisa conhecer para não se frustrar:
- Quem foi preso há poucas horas pode não aparecer. Nas primeiras 24 a 48 horas, a pessoa costuma estar em uma delegacia, sob a Polícia Civil, e ainda não foi recolhida a uma unidade penitenciária da SEAP. Nesse período, quem tem a informação é a delegacia da área onde ocorreu a prisão, não a Ouvidoria penitenciária.
- “Não consta” não prova que a pessoa está solta. Pode significar que o cadastro ainda não foi feito, que o nome foi grafado de outra forma, ou que a pessoa está em delegacia. É motivo para insistir e cruzar informações, não para encerrar a busca.
- Alguns dados são restritos. Detalhes do processo e da situação de execução da pena são reservados a quem tem legitimidade — a própria pessoa, a família próxima comprovada e, principalmente, o advogado constituído.
Por isso, a Ouvidoria é o primeiro degrau, mas raramente o único. Combine-a com os passos seguintes.
Está enfrentando essa situação?
Fale com advogado agora →Passo 3: o BNMP do CNJ (nacional, funciona por nome)
O BNMP — Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é uma consulta pública, gratuita e nacional. Ele funciona para qualquer estado, inclusive a Paraíba, e é pesquisado por nome, alcunha ou nome da mãe — sem cadastro.
O que o BNMP mostra: se existe mandado de prisão em aberto ou uma prisão registrada contra a pessoa, e qual é o juízo responsável. O que ele não mostra: em qual presídio ou cadeia pública ela está recolhida hoje.
Ainda assim, é uma peça valiosa. Confirmar o mandado e identificar a vara competente permite direcionar o próximo passo — seja o pedido de informação à SEAP-PB, seja a atuação do advogado no processo. Acesse em portalbnmp.cnj.jus.br.
Você encontra o passo a passo detalhado dos sistemas nacionais no nosso guia como localizar preso: qual presídio, e a lista de canais oficiais de todos os estados reúne os contatos de cada administração penitenciária do país.
Passo 4: o advogado localiza pelo SEEU, com procuração
Quando os canais públicos não retornam — ou quando a família precisa de uma resposta segura e documentada —, o caminho é o advogado.
Com procuração, o advogado acessa o SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificada), o sistema do CNJ que concentra os processos de execução penal do país. Vinculado ao processo, o SEEU registra as movimentações, incluindo transferências entre unidades — que na Paraíba, como em todo o Brasil, muitas vezes acontecem sem aviso à família. Além do SEEU, o advogado pode requerer informações formais à SEAP-PB e ao juízo, com o peso de uma solicitação profissional.
A prerrogativa que sustenta esse trabalho está no art. 7º, III, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia): o advogado tem direito de se comunicar com seu cliente preso, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração nos autos, em ambiente que garanta o sigilo. É isso que permite não só localizar, mas também entrevistar a pessoa presa e apurar sua real situação.
Se a família não tem condições de contratar, a Defensoria Pública da Paraíba presta esse atendimento gratuitamente e também pode localizar e acompanhar a execução da pena.
Quando procurar um advogado
Localizar é o começo. As primeiras horas depois da prisão costumam definir o rumo do caso — por isso vale ler o que fazer nas primeiras 48 horas quando um familiar é preso. A partir da localização, abrem-se providências práticas: acompanhar o processo, requerer transferência de unidade quando cabível e organizar a visita, com cadastro e carteirinha.
O trabalho do advogado nesse ponto é concreto: apuração documentada da localização e da situação processual, e a entrevista reservada com a pessoa presa, amparada na prerrogativa legal. Não é promessa de resultado — é diligência técnica, feita pela via oficial e registrada em relatório.
Resumo: como localizar preso na Paraíba
- Ouvidoria da SEAP-PB — 0800 083 0018 · WhatsApp (83) 99121-7665 · ouvidoria@seap.pb.gov.br (seg. a sex., 8h às 16h30).
- Delegacia da área da prisão — se a prisão foi há poucas horas, é onde a pessoa provavelmente está.
- BNMP (CNJ) — portalbnmp.cnj.jus.br: confirma mandado e juízo, por nome/nome da mãe, sem cadastro.
- Advogado ou Defensoria — localização pelo SEEU com procuração e pedido formal à SEAP-PB.
A Paraíba não tem um site de consulta, mas tem caminho. A informação sobre onde está uma pessoa sob custódia do Estado é um direito da família, não um favor — e existem canais oficiais para exigi-la. Se nenhum deles responder, não espere: procure orientação jurídica.
Precisa localizar um familiar preso na Paraíba ou orientação sobre execução penal? O escritório SMARGIASSI Advogado atende famílias em todo o Brasil.
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Sobre o autor
Felipe Smargiassi
Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242
Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.
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