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Como Localizar Preso na Paraíba: SEAP-PB e o Caminho Oficial
Execução Penal

Como Localizar Preso na Paraíba: SEAP-PB e o Caminho Oficial

· 8 min de leitura

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Experiência em plenário Todo o Brasil Resposta imediata

Para localizar uma pessoa presa na Paraíba, o caminho oficial é a Ouvidoria do Sistema Penitenciário da SEAP-PB (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária): você liga para o 0800 083 0018 ou manda mensagem no WhatsApp (83) 99121-7665, informa os dados da pessoa e pede a localização. A Paraíba não tem um portal público de consulta por nome ou CPF — quando a Ouvidoria não basta, os caminhos são o BNMP do CNJ (nacional) e o advogado, que localiza pela via oficial com procuração.

Este guia foi escrito para famílias que acabaram de receber a notícia da prisão e não sabem por onde começar. Sem rodeios, direto ao que funciona na Paraíba.

A Paraíba não tem consulta de preso online — e isso é comum

Se você procurou por um “site para consultar preso na Paraíba” e não achou, não é falha sua. A SEAP-PB não disponibiliza um sistema público em que qualquer pessoa digite um nome ou CPF e descubra em qual unidade o familiar está recolhido.

Isso é a regra, não a exceção. A maioria dos estados brasileiros não mantém consulta penitenciária aberta ao público — só alguns (como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) têm portais desse tipo. O motivo é uma combinação de proteção de dados da pessoa presa, segurança do sistema e limitação técnica. Por isso, desconfie de qualquer site comercial que prometa “localizar preso na Paraíba online na hora”: a informação penitenciária real vem dos canais oficiais do Estado, e não de intermediários.

O caminho oficial na Paraíba tem três degraus: a Ouvidoria da SEAP-PB, o BNMP do CNJ e o advogado. Vamos a cada um.

Passo 1: a Ouvidoria da SEAP-PB

A Ouvidoria do Sistema Penitenciário é o canal oficial entre a família e a administração prisional na Paraíba. Ela foi criada pela Lei estadual nº 9.521, de 2011, justamente para defender os direitos das pessoas privadas de liberdade e de suas famílias, e uma das demandas que ela recebe é a de informação sobre localização e situação do preso.

Os canais oficiais são:

  • Telefone (gratuito): 0800 083 0018
  • WhatsApp: (83) 99121-7665
  • E-mail: ouvidoria@seap.pb.gov.br
  • Endereço: Avenida Camilo de Holanda, 926 — João Pessoa/PB
  • Horário: segunda a sexta, das 8h às 16h30

Antes de ligar ou mandar mensagem, tenha em mãos:

  • Nome completo da pessoa presa (grafia correta, sem apelido)
  • Data de nascimento
  • Nome da mãe
  • CPF ou RG, se souber
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se houver

Quanto mais desses dados você reunir, mais rápida e segura fica a busca. Homônimos são um problema real — duas pessoas com o mesmo nome podem existir no sistema, e a data de nascimento com o nome da mãe é o que desfaz a confusão.

Passo 2: o que a Ouvidoria informa — e o que ela não informa

A Ouvidoria pode confirmar se a pessoa está sob custódia da SEAP-PB e orientar sobre a unidade. Mas há limites que você precisa conhecer para não se frustrar:

  • Quem foi preso há poucas horas pode não aparecer. Nas primeiras 24 a 48 horas, a pessoa costuma estar em uma delegacia, sob a Polícia Civil, e ainda não foi recolhida a uma unidade penitenciária da SEAP. Nesse período, quem tem a informação é a delegacia da área onde ocorreu a prisão, não a Ouvidoria penitenciária.
  • “Não consta” não prova que a pessoa está solta. Pode significar que o cadastro ainda não foi feito, que o nome foi grafado de outra forma, ou que a pessoa está em delegacia. É motivo para insistir e cruzar informações, não para encerrar a busca.
  • Alguns dados são restritos. Detalhes do processo e da situação de execução da pena são reservados a quem tem legitimidade — a própria pessoa, a família próxima comprovada e, principalmente, o advogado constituído.

Por isso, a Ouvidoria é o primeiro degrau, mas raramente o único. Combine-a com os passos seguintes.

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Passo 3: o BNMP do CNJ (nacional, funciona por nome)

O BNMP — Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é uma consulta pública, gratuita e nacional. Ele funciona para qualquer estado, inclusive a Paraíba, e é pesquisado por nome, alcunha ou nome da mãe — sem cadastro.

O que o BNMP mostra: se existe mandado de prisão em aberto ou uma prisão registrada contra a pessoa, e qual é o juízo responsável. O que ele não mostra: em qual presídio ou cadeia pública ela está recolhida hoje.

Ainda assim, é uma peça valiosa. Confirmar o mandado e identificar a vara competente permite direcionar o próximo passo — seja o pedido de informação à SEAP-PB, seja a atuação do advogado no processo. Acesse em portalbnmp.cnj.jus.br.

Você encontra o passo a passo detalhado dos sistemas nacionais no nosso guia como localizar preso: qual presídio, e a lista de canais oficiais de todos os estados reúne os contatos de cada administração penitenciária do país.

Passo 4: o advogado localiza pelo SEEU, com procuração

Quando os canais públicos não retornam — ou quando a família precisa de uma resposta segura e documentada —, o caminho é o advogado.

Com procuração, o advogado acessa o SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificada), o sistema do CNJ que concentra os processos de execução penal do país. Vinculado ao processo, o SEEU registra as movimentações, incluindo transferências entre unidades — que na Paraíba, como em todo o Brasil, muitas vezes acontecem sem aviso à família. Além do SEEU, o advogado pode requerer informações formais à SEAP-PB e ao juízo, com o peso de uma solicitação profissional.

A prerrogativa que sustenta esse trabalho está no art. 7º, III, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia): o advogado tem direito de se comunicar com seu cliente preso, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração nos autos, em ambiente que garanta o sigilo. É isso que permite não só localizar, mas também entrevistar a pessoa presa e apurar sua real situação.

Se a família não tem condições de contratar, a Defensoria Pública da Paraíba presta esse atendimento gratuitamente e também pode localizar e acompanhar a execução da pena.

Quando procurar um advogado

Localizar é o começo. As primeiras horas depois da prisão costumam definir o rumo do caso — por isso vale ler o que fazer nas primeiras 48 horas quando um familiar é preso. A partir da localização, abrem-se providências práticas: acompanhar o processo, requerer transferência de unidade quando cabível e organizar a visita, com cadastro e carteirinha.

O trabalho do advogado nesse ponto é concreto: apuração documentada da localização e da situação processual, e a entrevista reservada com a pessoa presa, amparada na prerrogativa legal. Não é promessa de resultado — é diligência técnica, feita pela via oficial e registrada em relatório.

Resumo: como localizar preso na Paraíba

  1. Ouvidoria da SEAP-PB — 0800 083 0018 · WhatsApp (83) 99121-7665 · ouvidoria@seap.pb.gov.br (seg. a sex., 8h às 16h30).
  2. Delegacia da área da prisão — se a prisão foi há poucas horas, é onde a pessoa provavelmente está.
  3. BNMP (CNJ) — portalbnmp.cnj.jus.br: confirma mandado e juízo, por nome/nome da mãe, sem cadastro.
  4. Advogado ou Defensoria — localização pelo SEEU com procuração e pedido formal à SEAP-PB.

A Paraíba não tem um site de consulta, mas tem caminho. A informação sobre onde está uma pessoa sob custódia do Estado é um direito da família, não um favor — e existem canais oficiais para exigi-la. Se nenhum deles responder, não espere: procure orientação jurídica.


Precisa localizar um familiar preso na Paraíba ou orientação sobre execução penal? O escritório SMARGIASSI Advogado atende famílias em todo o Brasil.


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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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