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Como Localizar Preso no Paraná: DEPPEN e Canais Oficiais
Execução Penal

Como Localizar Preso no Paraná: DEPPEN e Canais Oficiais

· 9 min de leitura

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Experiência em plenário Todo o Brasil Resposta imediata

Para localizar uma pessoa presa no Paraná, o caminho oficial é a Polícia Penal do Paraná (Departamento de Polícia Penal — DEPPEN): como o estado não mantém uma consulta pública online que diga em qual unidade a pessoa está, a informação é obtida pela Ouvidoria do Sistema Penal (telefone e e-mail oficiais), pela última unidade conhecida ou pelo advogado, que consulta o processo no SEEU/PROJUDI. Quando esses canais não bastam, o BNMP do CNJ (nacional) e o pedido formal de informação ao juízo da execução completam a busca.

Este guia explica, passo a passo e sem rodeios, como fazer isso no Paraná — usando apenas canais oficiais.

Por que o Paraná não tem consulta de preso online

Muita gente procura um “sistema de consulta de presos” do Paraná e não encontra — e não é falha sua. Ao contrário de alguns estados, a Polícia Penal do Paraná não disponibiliza um portal público em que você digita o nome e descobre a unidade prisional. Isso é comum: informações sobre custódia envolvem segurança da pessoa presa, de outros detentos e das próprias unidades, e vários estados optam por não expor esses dados em consulta aberta.

O que existe no site oficial (policiapenal.pr.gov.br, também acessível por deppen.pr.gov.br) são serviços de atendimento — Ouvidoria, endereços e telefones das unidades, agendamento de visita, visita virtual — e não uma base de busca por nome. Por isso, no Paraná, localizar um preso passa por falar com o órgão ou por acessar o processo, e não por preencher um formulário de consulta.

A boa notícia é que os caminhos oficiais existem e funcionam. Veja cada um.

Passo 1: Reúna os dados da pessoa antes de ligar

Qualquer canal vai pedir dados para identificar a pessoa com segurança. Antes de procurar a Ouvidoria ou a unidade, tenha em mãos:

  • Nome completo (e apelidos, se houver)
  • Data de nascimento
  • Nome da mãe
  • CPF ou RG, se souber
  • Comarca ou cidade onde a prisão aconteceu
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se disponível

O nome da mãe e a data de nascimento são especialmente importantes para diferenciar homônimos. Quanto mais completo o conjunto, mais rápido o atendimento localiza a pessoa.

Passo 2: Ouvidoria do Sistema Penal (canal oficial do DEPPEN)

A Ouvidoria do Sistema Penal é o canal oficial para pedidos, reclamações e informações ligadas ao sistema prisional paranaense. É por ela que a família costuma obter a orientação sobre onde a pessoa está e qual unidade procurar. Os contatos oficiais são:

  • Telefone: (41) 3294-2958
  • E-mail: ouvidoriadeppen@policiapenal.pr.gov.br
  • Endereço: Rua Maria Petroski, 3312 — Bacacheri, Curitiba/PR, CEP 82600-730
  • Web e presencial: a Ouvidoria também recebe manifestações pela internet e pessoalmente

A Ouvidoria registra a manifestação e gera um protocolo que pode ser acompanhado depois. Explique com clareza que você é familiar e que precisa localizar a pessoa e saber a unidade; forneça os dados do Passo 1.

Passo 3: A sede do DEPPEN e a lista de unidades

A sede do Departamento de Polícia Penal fica em Curitiba, na Rua Maria Petroski, 3312, Bacacheri, e atende pelo telefone (41) 3294-2950.

O site oficial mantém ainda uma lista completa de endereços e telefones das unidades penais do estado, organizada por regiões (R1 a R9) e com filtro por cidade: policiapenal.pr.gov.br/enderecos-deppen. Se você já tem uma ideia da cidade ou da comarca onde a pessoa foi presa, use essa lista para chegar ao telefone da unidade daquela região e ligar diretamente. A administração da unidade deve informar se a pessoa está ali e, em caso de transferência, para onde foi.

Esse mesmo diretório é útil no cenário do preso que foi transferido: comece pela última unidade conhecida, que costuma saber o destino.

Passo 4: BNMP (CNJ) — nacional, funciona para o Paraná

O BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reúne mandados de prisão de todo o país — e vale para o Paraná. A consulta é pública e feita pelo site do CNJ (cnj.jus.br), por nome.

Atenção ao limite: o BNMP confirma se existe mandado de prisão em aberto e aponta o juízo responsável pelo processo, mas não informa em qual presídio a pessoa está recolhida. Ainda assim, é uma peça valiosa: identificando a vara e o número do processo, você (ou o advogado) sabe a quem se dirigir para obter a localização pela via judicial.

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Passo 5: O advogado localiza pelo SEEU / PROJUDI

No Paraná, os processos criminais tramitam pelo PROJUDI (sistema eletrônico do Tribunal de Justiça do Paraná), e a execução da pena corre no SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificada), adotado nacionalmente pelo CNJ. O SEEU registra todas as movimentações da execução, inclusive a unidade prisional vinculada ao processo e as transferências.

O acesso a esses sistemas é restrito a advogados constituídos, defensores públicos e operadores da Justiça. Com procuração e o número do processo (ou dados suficientes para localizá-lo), o advogado criminalista consulta o SEEU/PROJUDI e confirma onde a pessoa está — muitas vezes o caminho mais direto quando a família não obtém retorno pelos canais administrativos.

Quem não tem condições de contratar advogado pode procurar a Defensoria Pública do Paraná, que atua na execução penal e pode requerer informações à administração penitenciária.

O que a busca mostra — e o que ela não mostra

Alguns limites importantes para não perder tempo nem cair em golpe:

  • Recém-preso não aparece de imediato. Quem acabou de ser preso pode estar em delegacia ou cadeia pública sob a Polícia Civil, antes de entrar no sistema penitenciário. Nesse período, o caminho é a delegacia da prisão e a audiência de custódia, que ocorre em regra em até 24 horas. Nessas primeiras 48 horas, agir cedo faz diferença.
  • “Não consta” não prova nada. Erro de grafia do nome, CPF trocado ou cadastro ainda não atualizado fazem a pessoa “sumir” do sistema. Confira os dados e tente de novo com variações do nome.
  • Nem tudo é informado a qualquer um. Parte das informações só é liberada a familiares comprovados ou ao advogado constituído. É por isso que a via da procuração costuma ser a mais completa.
  • Desconfie de “consulta paga”. Não existe portal oficial pago que localize preso no Paraná por CPF. Sites que cobram por isso não são o DEPPEN nem o CNJ.

Quando nada funciona: pedido formal ao juízo

Se você já tentou a Ouvidoria, a unidade e o BNMP e ainda assim não localiza a pessoa, o passo seguinte é jurídico. O Estado tem o dever de saber onde estão as pessoas sob sua custódia. O advogado pode protocolar pedido de informações ao juízo da execução ou, em situação de urgência e incerteza sobre o paradeiro, impetrar habeas corpus para que o Estado informe onde a pessoa está recolhida. A omissão dessa informação pode configurar constrangimento ilegal.

Visita e cadastro: o passo seguinte à localização

Assim que você descobre a unidade, o próximo passo costuma ser a visita. O Paraná oferece visita presencial e também visita virtual por videoconferência, solicitada junto ao serviço social da própria unidade (por telefone ou presencialmente). Antes de ir, verifique regras, documentos e agendamento — o processo de cadastro de visitante e carteirinha varia conforme a unidade.

Resumo: como localizar um preso no Paraná

  1. Reúna nome completo, data de nascimento, nome da mãe, CPF/RG e a cidade da prisão
  2. Procure a Ouvidoria do Sistema Penal — (41) 3294-2958 · ouvidoriadeppen@policiapenal.pr.gov.br
  3. Ligue para a sede do DEPPEN — (41) 3294-2950 — ou para a unidade da região (lista em policiapenal.pr.gov.br/enderecos-deppen)
  4. Consulte o BNMP no site do CNJ para confirmar mandado e identificar o juízo
  5. Peça ao advogado para consultar o SEEU/PROJUDI com procuração — ou procure a Defensoria Pública do Paraná
  6. Em último caso: pedido de informações ao juízo ou habeas corpus para que o Estado informe a localização

Este guia faz parte do nosso material sobre canais oficiais de todos os estados e complementa o passo a passo geral de como localizar preso: qual presídio.

Quando procurar um advogado

Localizar uma pessoa presa é, muitas vezes, só o começo. Quando a família não obtém retorno pelos canais administrativos, quando há transferência não comunicada, ou quando é preciso confirmar rapidamente a situação processual, o advogado faz a apuração pela via oficial: consulta o SEEU/PROJUDI e o BNMP, requer informações ao juízo e, com a prerrogativa profissional, tem direito a entrevista reservada com a pessoa presa (art. 7º, III, da Lei 8.906/94). O resultado é um retrato documentado de onde a pessoa está e de como está o processo — informação que é um direito da família, não um favor.


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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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