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Para localizar uma pessoa presa em Pernambuco, o caminho oficial começa na SEAP-PE — Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (a antiga SERES): como o estado não tem consulta online pública de presos, a informação é obtida pela sede da Secretaria, em Recife, pelo telefone (81) 3184-2151, e pela Ouvidoria-Geral do Estado. Quando esse contato não basta, o caminho é o BNMP do CNJ (consulta nacional por nome) e, com procuração, o advogado, que localiza a pessoa pela via oficial do processo de execução.
Este guia explica, sem rodeios, o que existe de verdade em Pernambuco — e o que não existe — para que você não perca tempo em link morto nem caia em golpe de site que promete “consulta de preso”.
Pernambuco não tem consulta online de presos — e por que isso é comum
Muita gente procura em Pernambuco por um “site da SERES para consultar preso” e não encontra. O motivo é simples: a antiga consulta online da SERES foi descontinuada, e o próprio órgão mudou de nome. O que era Secretaria Executiva de Ressocialização (SERES) foi elevado a Secretaria de Estado e hoje se chama SEAP-PE — Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. Se você buscava por “SERES”, agora o nome oficial é SEAP-PE — é o mesmo sistema penitenciário, com outra sigla.
A ausência de um portal público de busca não é exclusividade de Pernambuco. A maioria dos estados brasileiros não oferece consulta online aberta de presos, e alguns que já tiveram esse serviço acabaram desativando. As razões são de segurança e proteção de dados: divulgar publicamente onde cada pessoa está recolhida expõe presos, familiares e agentes. Poucos estados mantêm um portal público (como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). Pernambuco não é um deles — e isso não significa que a informação seja inacessível: significa apenas que ela passa por um canal oficial de atendimento, não por um formulário na internet.
Se você encontrar um site que promete “localizar qualquer preso em Pernambuco” digitando nome ou CPF, desconfie. Não existe base pública com esse alcance. Os caminhos legítimos são os que estão descritos abaixo.
O caminho oficial em Pernambuco: SEAP-PE (antiga SERES)
A SEAP-PE é o órgão responsável pelas unidades prisionais do estado. É a Secretaria que sabe onde cada pessoa sob custódia do Estado está recolhida. Como não há portal de consulta, a localização é solicitada diretamente aos canais da Secretaria.
Sede da SEAP-PE (Recife):
- Telefone: (81) 3184-2151
- Endereço: Rua do Hospício, 751, Boa Vista, Recife/PE, CEP 50050-050
Ao ligar, tenha em mãos o máximo de dados possível para agilizar a identificação:
- Nome completo da pessoa presa
- Data de nascimento
- Nome da mãe (essencial para desfazer homônimos)
- CPF ou RG, se souber
- Número do processo ou do boletim de ocorrência, se houver
Quanto mais completos os dados, mais rápida e segura é a resposta. Nomes comuns geram vários homônimos, e é o nome da mãe combinado à data de nascimento que costuma resolver a dúvida.
Ouvidoria: quando a informação não vem pelo telefone da sede
Se o contato com a sede não resolver, ou se você precisar registrar formalmente um pedido de informação (por exemplo, para exigir resposta por escrito), o canal é a Ouvidoria-Geral do Estado de Pernambuco, que encaminha a demanda à Secretaria responsável e acompanha a resposta.
- Ouvidoria-Geral do Estado (PE): (81) 3183-0845 / (81) 3183-0841
- Endereço: Rua Santo Elias, 535, Espinheiro, Recife/PE
- Atendimento: 8h às 17h
A Ouvidoria também é o caminho para registrar reclamação quando a família não é comunicada de uma transferência de unidade — a falta de comunicação pode configurar violação ao direito de informação da família.
O que o contato oficial mostra — e o que ele não mostra
É importante ter expectativas realistas sobre o que a SEAP-PE consegue informar:
- Recém-presos podem não constar. Nas primeiras 24 a 48 horas, a pessoa pode ainda estar em delegacia, sob a Polícia Civil, antes da transferência para uma unidade da SEAP. Nesse período, ela pode não aparecer no sistema penitenciário nem no BNMP.
- “Não consta” não prova soltura. Se o órgão diz que não há registro, isso pode significar erro de grafia do nome, cadastro ainda não concluído, ou que a pessoa está em delegacia. Não é prova de que ela foi liberada. Para confirmar soltura, veja como saber se o alvará de soltura foi cumprido.
- Alguns dados são restritos. Detalhes do processo, cálculo de pena e movimentações de execução não são informados por telefone a qualquer pessoa — dependem de acesso ao processo, que é próprio do advogado ou do defensor constituído.
Está enfrentando essa situação?
Fale com advogado agora →O BNMP do CNJ: consulta nacional, por nome
Enquanto aguarda a resposta da SEAP-PE, use o BNMP — Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). É uma consulta pública, sem cadastro, que funciona para qualquer estado, inclusive Pernambuco.
- Acesse portalbnmp.cnj.jus.br
- Pesquise por nome, alcunha ou nome da mãe
- O sistema mostra se há mandado de prisão em aberto, alvará ou guia de recolhimento
O BNMP confirma que a prisão foi formalizada pela Justiça e indica o juízo responsável — informação valiosa para o próximo passo. O que ele não faz é dizer em qual unidade a pessoa está recolhida; para isso, o caminho é a SEAP-PE ou o advogado. Veja mais detalhes no nosso guia como localizar preso: em qual presídio, e a lista dos canais oficiais de todos os estados.
O advogado localiza pela via oficial do processo
Quando os canais de atendimento não bastam — ou quando a família precisa de uma resposta rápida e documentada — o caminho mais seguro é o advogado, que atua pela via oficial do processo de execução penal.
Com procuração, o advogado acessa o SEEU — Sistema Eletrônico de Execução Unificada (o sistema nacional das Varas de Execução Penal), onde constam as movimentações do processo, incluindo a unidade prisional atual e eventuais transferências. É o registro oficial de onde a pessoa está sob custódia do Estado.
Além do sistema, o advogado tem uma prerrogativa que muda tudo nas primeiras horas: o direito de comunicar-se com a pessoa presa, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração e ainda que a pessoa esteja incomunicável (art. 7º, III, da Lei 8.906/94 — Estatuto da OAB). Isso permite confirmar não só onde a pessoa está, mas como ela está — se foi apresentada ao juiz, se há advogado, o que aconteceu. Para famílias nas primeiras 48 horas de uma prisão, esse contato reservado costuma ser decisivo; entenda por quê em familiar preso: as primeiras 48 horas.
Se a família não tem condições de contratar advogado, a Defensoria Pública de Pernambuco presta assistência gratuita e pode localizar a pessoa e acompanhar a execução, especialmente quando ela ainda não tem defensor constituído.
Passo a passo resumido para Pernambuco
- Ligue para a SEAP-PE (antiga SERES) — sede em Recife, (81) 3184-2151, com nome completo, nome da mãe e data de nascimento em mãos.
- Consulte o BNMP do CNJ (portalbnmp.cnj.jus.br) por nome — confirma se há mandado/prisão formalizada em qualquer estado.
- Registre pedido ou reclamação na Ouvidoria-Geral do Estado — (81) 3183-0845 / 3183-0841 — quando não obtiver resposta ou precisar dela por escrito.
- Acione um advogado para consultar o SEEU e, se necessário, fazer a entrevista reservada e exigir a informação pela via judicial.
- Não encontrou em lugar nenhum? Em caso de urgência, o advogado pode requerer informações ao juízo da execução ou impetrar habeas corpus para que o Estado informe onde a pessoa está — a omissão dessa informação pode configurar constrangimento ilegal.
Conclusão
Em Pernambuco não há um portal público para digitar um nome e achar a unidade prisional — a antiga consulta da SERES foi desativada, e hoje o órgão é a SEAP-PE. Isso não é um beco sem saída: os caminhos oficiais existem e funcionam. Comece pela SEAP-PE em Recife, cruze com o BNMP do CNJ, use a Ouvidoria quando precisar de resposta formal e, se a informação não vier ou o tempo apertar, procure um advogado. Saber onde está uma pessoa sob custódia do Estado é um direito da família, não um favor.
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Sobre o autor
Felipe Smargiassi
Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242
Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.
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