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Execução Penal

Como Localizar Preso em Alagoas: SERIS, Ouvidoria e BNMP

· 8 min de leitura · Atualizado em outubro de 2026

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Em Alagoas não há consulta pública online de presos: o caminho é a SERIS-AL, pelos canais oficiais (Ouvidoria e telefone da sede), somado ao BNMP do CNJ e ao SEEU, que são nacionais. A família pode pedir informação; o advogado constituído acessa os autos e confirma unidade, processo e situação.

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Canal oficial em Alagoas: SERIS-AL (seris.al.gov.br, que em 27 de outubro de 2026 não respondia), sem consulta online; sede (82) 3315-1744 e Ouvidoria pelo e-ouv.al.gov.br. O endereço com “www” não respondeu nessa data; use o endereço sem “www”.

Para localizar uma pessoa presa em Alagoas, é preciso saber de saída uma coisa que quase ninguém conta às famílias: o estado não tem um portal público de consulta de presos pela internet. O caminho oficial é a SERIS, Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social, órgão que administra o sistema penitenciário alagoano, procurada pela Ouvidoria ou pelo telefone da sede, em Maceió. Quando esse contato não basta, existem dois reforços que valem para qualquer estado: o BNMP do CNJ, consulta nacional e pública por nome, e o advogado, que localiza a unidade pela via oficial, com procuração. Para ver os canais oficiais de todos os estados de uma vez, use a ferramenta de localização.

Este guia explica cada um desses caminhos, sem rodeios e sem mandar você para link que não existe.

Por que Alagoas não tem consulta de preso pela internet

Alagoas está entre os estados sem consulta pública de preso (o panorama de todos os estados está no guia geral). Desconfie de página que prometa essa busca.

O que a SERIS mantém é um sistema interno chamado SAP (Sistema de Administração Penitenciária), usado para a gestão das unidades e para o agendamento de visitas de advogados, com credenciais próprias. Ele não é uma busca pública por nome: para Alagoas, o caminho da família passa pelo contato direto com o órgão.

O caminho oficial em Alagoas: a SERIS

A SERIS, Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social é o órgão responsável pelas unidades prisionais de Alagoas. É a ela que a família deve se dirigir para saber onde uma pessoa está recolhida.

Dados oficiais da SERIS (fonte: site institucional seris.al.gov.br):

  • Sede: Rua 10 de Novembro, 256, Farol, Maceió/AL
  • Telefone da sede: (82) 3315-1744
  • E-mail institucional: seris@seris.al.gov.br
  • Ouvidoria: pelo sistema estadual de ouvidoria, em e-ouv.al.gov.br

A Ouvidoria é o canal mais adequado para pedir informação sobre localização de preso. A ouvidoria de um órgão público tem o dever de responder e de encaminhar o pedido ao setor certo. Você pode registrar a solicitação pelo portal e-ouv.al.gov.br ou tentar o telefone da sede, que direciona ao setor responsável.

O que ter em mãos antes de ligar ou registrar o pedido

Quanto mais completos os dados, mais rápida a resposta. Reúna:

  • Nome completo da pessoa presa (grafia exata, como no documento)
  • Data de nascimento
  • Nome da mãe
  • CPF ou RG, se souber
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se disponível

O nome da mãe é o que mais evita confusão entre homônimos, pessoas com o mesmo nome são comuns no cadastro, e a filiação desempata.

Quando o nome não aparece em Alagoas

  • Prisão muito recente: a pessoa pode estar em delegacia, sob a Polícia Civil, antes de ir para uma unidade da SERIS. Comece pela delegacia da cidade ou da região onde a prisão ocorreu.
  • A SERIS pede legitimidade: a administração pode exigir comprovação de vínculo familiar ou informar certos dados só ao advogado constituído. É o procedimento, não má vontade.
  • Sem resposta: registre o pedido no e-ouv.al.gov.br, que gera protocolo, e insista pelo telefone da sede.
  • Sem condições de contratar advogado: a Defensoria Pública de Alagoas atua na execução penal e pode auxiliar na localização.

Sobre o SEEU: a consulta pública mostra só dados básicos; o processo completo, com a unidade e as transferências, é do advogado constituído. O que ele pode fazer, o BNMP do CNJ e as outras causas de “não consta” estão no guia geral de como localizar preso (BNMP, SEEU e advogado).

Preso transferido sem aviso

Transferência sem comunicação à família é, infelizmente, comum. Se a pessoa estava em uma unidade e “sumiu” de lá:

  1. Contate a última unidade conhecida, a administração deve informar para onde houve a transferência.
  2. Procure a Ouvidoria da SERIS e registre a falta de comunicação; é um direito de informação da família.
  3. Peça ao advogado que consulte o SEEU, a movimentação de transferência fica registrada no processo.

Transferência para outro estado segue procedimento próprio (art. 86 da LEP) e depende de autorização judicial. O advogado verifica se foi regularmente autorizada. Sobre esse tema, veja transferência de presídio: como pedir.

Quando procurar um advogado

Quando a SERIS não responde, há suspeita de transferência não comunicada ou é preciso agir no processo, o advogado faz a apuração pela via oficial. O que ele pode fazer, e o que ninguém pode prometer, está no guia geral.

Se a prisão é recente, dois textos ajudam a agir com método: o que fazer nas primeiras 48 horas quando um familiar é preso e, se a expectativa é de soltura, como saber se o alvará de soltura foi cumprido. E, uma vez localizada a unidade, o cadastro e a carteirinha de visita são o passo seguinte para manter o vínculo.

Checklist rápido, localizar preso em Alagoas

  1. Se a prisão foi há poucas horas, comece pela delegacia da região.
  2. Reúna nome completo, data de nascimento, nome da mãe e, se tiver, CPF/RG.
  3. Procure a Ouvidoria da SERIS (e-ouv.al.gov.br) ou o telefone da sede, (82) 3315-1744.
  4. Consulte o BNMP em portalbnmp.cnj.jus.br (por nome ou nome da mãe).
  5. Peça ao advogado que consulte o SEEU e o juízo da execução.
  6. Sem condições de contratar, procure a Defensoria Pública de Alagoas.

Conclusão

Alagoas não oferece uma consulta de presos pela internet, e a honestidade sobre isso poupa a família de horas perdidas e de sites falsos. O caminho real é conhecido e funciona: a SERIS, pela Ouvidoria e pelo telefone da sede em Maceió, o BNMP do CNJ como reforço nacional e o advogado, que localiza a unidade pela via oficial e documenta o resultado. A informação sobre onde está uma pessoa sob custódia do Estado é um direito, não um favor.


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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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