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Canal oficial em Alagoas: SERIS-AL (seris.al.gov.br, que em 27 de outubro de 2026 não respondia), sem consulta online; sede (82) 3315-1744 e Ouvidoria pelo e-ouv.al.gov.br. O endereço com “www” não respondeu nessa data; use o endereço sem “www”.
Para localizar uma pessoa presa em Alagoas, é preciso saber de saída uma coisa que quase ninguém conta às famílias: o estado não tem um portal público de consulta de presos pela internet. O caminho oficial é a SERIS, Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social, órgão que administra o sistema penitenciário alagoano, procurada pela Ouvidoria ou pelo telefone da sede, em Maceió. Quando esse contato não basta, existem dois reforços que valem para qualquer estado: o BNMP do CNJ, consulta nacional e pública por nome, e o advogado, que localiza a unidade pela via oficial, com procuração. Para ver os canais oficiais de todos os estados de uma vez, use a ferramenta de localização.
Este guia explica cada um desses caminhos, sem rodeios e sem mandar você para link que não existe.
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Alagoas está entre os estados sem consulta pública de preso (o panorama de todos os estados está no guia geral). Desconfie de página que prometa essa busca.
O que a SERIS mantém é um sistema interno chamado SAP (Sistema de Administração Penitenciária), usado para a gestão das unidades e para o agendamento de visitas de advogados, com credenciais próprias. Ele não é uma busca pública por nome: para Alagoas, o caminho da família passa pelo contato direto com o órgão.
O caminho oficial em Alagoas: a SERIS
A SERIS, Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social é o órgão responsável pelas unidades prisionais de Alagoas. É a ela que a família deve se dirigir para saber onde uma pessoa está recolhida.
Dados oficiais da SERIS (fonte: site institucional seris.al.gov.br):
- Sede: Rua 10 de Novembro, 256, Farol, Maceió/AL
- Telefone da sede: (82) 3315-1744
- E-mail institucional: seris@seris.al.gov.br
- Ouvidoria: pelo sistema estadual de ouvidoria, em e-ouv.al.gov.br
A Ouvidoria é o canal mais adequado para pedir informação sobre localização de preso. A ouvidoria de um órgão público tem o dever de responder e de encaminhar o pedido ao setor certo. Você pode registrar a solicitação pelo portal e-ouv.al.gov.br ou tentar o telefone da sede, que direciona ao setor responsável.
O que ter em mãos antes de ligar ou registrar o pedido
Quanto mais completos os dados, mais rápida a resposta. Reúna:
- Nome completo da pessoa presa (grafia exata, como no documento)
- Data de nascimento
- Nome da mãe
- CPF ou RG, se souber
- Número do processo ou do boletim de ocorrência, se disponível
O nome da mãe é o que mais evita confusão entre homônimos, pessoas com o mesmo nome são comuns no cadastro, e a filiação desempata.
Quando o nome não aparece em Alagoas
- Prisão muito recente: a pessoa pode estar em delegacia, sob a Polícia Civil, antes de ir para uma unidade da SERIS. Comece pela delegacia da cidade ou da região onde a prisão ocorreu.
- A SERIS pede legitimidade: a administração pode exigir comprovação de vínculo familiar ou informar certos dados só ao advogado constituído. É o procedimento, não má vontade.
- Sem resposta: registre o pedido no e-ouv.al.gov.br, que gera protocolo, e insista pelo telefone da sede.
- Sem condições de contratar advogado: a Defensoria Pública de Alagoas atua na execução penal e pode auxiliar na localização.
Sobre o SEEU: a consulta pública mostra só dados básicos; o processo completo, com a unidade e as transferências, é do advogado constituído. O que ele pode fazer, o BNMP do CNJ e as outras causas de “não consta” estão no guia geral de como localizar preso (BNMP, SEEU e advogado).
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Transferência sem comunicação à família é, infelizmente, comum. Se a pessoa estava em uma unidade e “sumiu” de lá:
- Contate a última unidade conhecida, a administração deve informar para onde houve a transferência.
- Procure a Ouvidoria da SERIS e registre a falta de comunicação; é um direito de informação da família.
- Peça ao advogado que consulte o SEEU, a movimentação de transferência fica registrada no processo.
Transferência para outro estado segue procedimento próprio (art. 86 da LEP) e depende de autorização judicial. O advogado verifica se foi regularmente autorizada. Sobre esse tema, veja transferência de presídio: como pedir.
Quando procurar um advogado
Quando a SERIS não responde, há suspeita de transferência não comunicada ou é preciso agir no processo, o advogado faz a apuração pela via oficial. O que ele pode fazer, e o que ninguém pode prometer, está no guia geral.
Se a prisão é recente, dois textos ajudam a agir com método: o que fazer nas primeiras 48 horas quando um familiar é preso e, se a expectativa é de soltura, como saber se o alvará de soltura foi cumprido. E, uma vez localizada a unidade, o cadastro e a carteirinha de visita são o passo seguinte para manter o vínculo.
Checklist rápido, localizar preso em Alagoas
- Se a prisão foi há poucas horas, comece pela delegacia da região.
- Reúna nome completo, data de nascimento, nome da mãe e, se tiver, CPF/RG.
- Procure a Ouvidoria da SERIS (e-ouv.al.gov.br) ou o telefone da sede, (82) 3315-1744.
- Consulte o BNMP em portalbnmp.cnj.jus.br (por nome ou nome da mãe).
- Peça ao advogado que consulte o SEEU e o juízo da execução.
- Sem condições de contratar, procure a Defensoria Pública de Alagoas.
Conclusão
Alagoas não oferece uma consulta de presos pela internet, e a honestidade sobre isso poupa a família de horas perdidas e de sites falsos. O caminho real é conhecido e funciona: a SERIS, pela Ouvidoria e pelo telefone da sede em Maceió, o BNMP do CNJ como reforço nacional e o advogado, que localiza a unidade pela via oficial e documenta o resultado. A informação sobre onde está uma pessoa sob custódia do Estado é um direito, não um favor.
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Sobre o autor
Felipe Smargiassi
Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242
Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.
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