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Como Localizar Preso no Maranhão: Ouvidoria da SEAP-MA
Execução Penal

Como Localizar Preso no Maranhão: Ouvidoria da SEAP-MA

· 8 min de leitura · Atualizado em agosto de 2026

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

No Maranhão não há consulta pública online de presos: o caminho é a SEAP-MA, pela Ouvidoria do Sistema Penitenciário, somado ao BNMP do CNJ e ao SEEU, que são nacionais. A família pode pedir informação; o advogado constituído acessa os autos e confirma unidade, processo e situação.

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Para localizar uma pessoa presa no Maranhão, o caminho oficial é a Ouvidoria do Sistema Penitenciário da SEAP-MA — a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária não mantém consulta online por nome ou CPF, então a informação é obtida por telefone (98) 99181-7012 ou pelo e-mail ouvpen@seap.ma.gov.br, com o nome completo, o nome da mãe e a data de nascimento da pessoa. Quando esse canal não basta, você tem o BNMP do CNJ (nacional, público) e o advogado, que localiza pela via oficial. Para ver os canais oficiais de todos os estados de uma vez, use a ferramenta de localização.

Este guia explica, de verdade e sem rodeios, como funciona cada caminho no Maranhão, o que cada consulta mostra e o que fazer quando a pessoa simplesmente não aparece.

Por que o Maranhão não tem consulta de preso online

Muita gente procura por um “site da SEAP-MA para consultar preso” e não encontra — e isso não é falha sua. O Maranhão está entre a maioria dos estados brasileiros que não disponibilizam um portal público de consulta de presos. Diferentemente do Rio de Janeiro, que tem formulário aberto na internet, ou de São Paulo e Minas Gerais, que têm consulta mediante login, no Maranhão a localização de uma pessoa privada de liberdade passa por atendimento humano, na Ouvidoria do sistema penitenciário.

Há uma razão para isso. A informação sobre onde uma pessoa está recolhida é sensível: envolve segurança da própria pessoa presa, de outros custodiados e das unidades. Por isso o Estado prefere fornecer o dado mediante identificação de quem pergunta e comprovação de vínculo — e não em uma busca anônima aberta. Desconfie de qualquer site que prometa “consultar preso no Maranhão” digitando só o CPF: não existe base pública assim, e sites do tipo costumam ser golpe ou captura de dados.

O sistema penitenciário do Maranhão é administrado pela SEAP-MA — Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, criada pela Lei estadual nº 10.462, de 31 de maio de 2016. É esse órgão que sabe em qual unidade cada pessoa está recolhida.

Passo 1: A Ouvidoria do Sistema Penitenciário do Maranhão

A Ouvidoria do Sistema Penitenciário é o canal oficial para saber a localização de uma pessoa presa no Maranhão. Ela é obrigada a receber e responder pedidos de informação, desde que você se identifique e comprove um interesse legítimo — em regra, o vínculo familiar.

Os canais oficiais da Ouvidoria da SEAP-MA são:

  • Telefone: (98) 99181-7012
  • E-mail: ouvpen@seap.ma.gov.br
  • e-OUV (Ouvidoria digital do Estado): www.ouvidorias.ma.gov.br
  • Atendimento presencial: Rua Gabriela Mistral, 716, Vila Palmeira, São Luís/MA, de segunda a sexta-feira, em horário comercial

Antes de ligar ou escrever, tenha em mãos:

  • Nome completo da pessoa presa (sem abreviações)
  • Nome da mãe da pessoa presa
  • Data de nascimento
  • CPF ou RG, se você souber
  • Número do boletim de ocorrência ou do processo, se houver

Quanto mais desses dados você fornecer, mais rápido a Ouvidoria consegue localizar o registro. O nome da mãe é especialmente importante, porque evita confusão entre homônimos — pessoas com o mesmo nome.

Se o atendimento pela Ouvidoria não resolver de imediato, você também pode buscar a unidade prisional onde a pessoa estava por último. O site da SEAP-MA (seap.ma.gov.br) publica uma lista de ramais das unidades; a administração do presídio deve informar se houve transferência e para onde.

Passo 2: O que a Ouvidoria mostra — e o que não mostra

É importante entender os limites do que você vai obter, para não se frustrar nem confiar demais em um “não consta”.

A Ouvidoria pode confirmar em qual unidade a pessoa está recolhida e orientar sobre os próximos passos (visita, cadastro, envio de itens). Mas há situações em que a informação não aparece de imediato:

  • Prisão muito recente. Nas primeiras 24 a 48 horas, a pessoa geralmente está em delegacia ou em triagem, antes de ser registrada na unidade prisional. Nesse intervalo, a Ouvidoria pode ainda não ter o dado. Se acabou de acontecer, é normal não constar — insista nos dias seguintes.
  • Erro de cadastro. Um nome grafado de forma diferente, um CPF trocado ou um apelido no lugar do nome civil podem fazer a busca falhar. Forneça o máximo de dados e confira a grafia.
  • “Não consta” não prova ausência. Se a Ouvidoria diz que não encontrou, isso pode significar apenas que o registro ainda não subiu, que houve erro de digitação ou que a pessoa está sob custódia de outro órgão (delegacia, sistema federal). Não é prova de que a pessoa não está presa.

Alguns dados detalhados — situação processual, cálculo de pena, movimentações da execução — não são fornecidos ao público em geral pela Ouvidoria. Esses dados estão no processo, e o acesso completo é do advogado constituído.

Passo 3: O BNMP do CNJ (funciona em todo o Brasil)

Independentemente do estado, existe uma consulta pública nacional útil: o BNMP — Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em portalbnmp.cnj.jus.br.

O BNMP é público, gratuito e sem cadastro. A consulta é feita por nome, alcunha (apelido) ou nome da mãe, e mostra se existe mandado de prisão em aberto, alvará de soltura ou guia de recolhimento registrados contra a pessoa — em qualquer estado, inclusive o Maranhão.

Atenção ao que o BNMP faz e ao que não faz:

  • Ele confirma que a prisão foi formalizada judicialmente e indica o juízo responsável pelo processo.
  • Ele não informa em qual presídio a pessoa está recolhida. Para isso, o caminho continua sendo a Ouvidoria da SEAP-MA ou o advogado.

Ainda assim, o BNMP é um ótimo ponto de partida: sabendo o número do processo e a vara, fica mais fácil orientar a busca e acionar um advogado.

Passo 4: O advogado localiza pela via oficial (SEEU)

Quando os canais públicos não bastam — ou quando a família precisa de rapidez e segurança —, o advogado tem instrumentos que o cidadão comum não tem.

Com procuração, o advogado acessa o SEEU — Sistema Eletrônico de Execução Unificada, o sistema usado pelas Varas de Execuções Penais em todo o país. O SEEU registra as movimentações do processo de execução, inclusive transferências entre unidades, e mostra em qual unidade a pessoa está vinculada.

Além disso, o advogado pode:

  • Oficiar diretamente à SEAP-MA com prerrogativa profissional, exigindo a informação de localização.
  • Requerer ao juízo da execução que o Estado informe onde a pessoa está — e, em caso de urgência ou de recusa de informação, impetrar habeas corpus, já que o Estado tem o dever de saber onde estão as pessoas sob sua custódia.
  • Entrevistar-se reservadamente com a pessoa presa. O art. 7º, III, da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da OAB) garante ao advogado o direito de comunicar-se com seu cliente preso, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração e ainda que a pessoa esteja incomunicável. Essa entrevista muitas vezes é a forma mais direta e confiável de confirmar onde a pessoa está e como está.

Se a família não pode arcar com advogado particular, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão presta assistência gratuita e pode auxiliar na localização e no acompanhamento da execução penal, especialmente quando a pessoa presa não tem defensor constituído.

Quando procurar um advogado

Nem toda situação exige advogado logo de cara — às vezes um telefonema à Ouvidoria resolve. Mas há momentos em que a apuração profissional faz diferença:

  • Quando a pessoa “sumiu” do sistema e nenhuma consulta retorna resultado.
  • Quando houve transferência sem aviso à família (inclusive entre estados, que segue procedimento próprio do art. 86 da LEP).
  • Quando a prisão acabou de acontecer e a família precisa entender a situação processual desde as primeiras 48 horas.
  • Quando é preciso confirmar rapidamente se saiu alvará de soltura ou acompanhar a execução da pena.

O trabalho do advogado aqui é advocacia, não “busca em cadastro”: diligência documentada, consulta às bases oficiais com prerrogativa, ofício ao órgão, entrevista reservada e, quando necessário, medida judicial. O resultado é uma informação segura, obtida pela via legal, e um acompanhamento que protege os direitos da pessoa presa e da família.

Checklist: localizar preso no Maranhão

  1. Ligue para a Ouvidoria do Sistema Penitenciário: (98) 99181-7012 (ou e-mail ouvpen@seap.ma.gov.br).
  2. Tenha em mãos nome completo, nome da mãe, data de nascimento e CPF/RG.
  3. Se a prisão for recente, aguarde 24-48h e insista — o registro pode não ter subido.
  4. Consulte o BNMP no site do CNJ (portalbnmp.cnj.jus.br) para confirmar o mandado e o juízo.
  5. Procure a última unidade prisional conhecida em caso de transferência.
  6. Acione um advogado (SEEU, ofício à SEAP-MA, entrevista reservada) ou a Defensoria Pública.

Você também pode consultar os canais oficiais de todos os estados e o guia geral de como localizar preso: qual presídio, que detalha os sistemas nacionais.

Conclusão

No Maranhão não existe um portal público para digitar um nome e descobrir onde a pessoa está presa — e essa é a resposta honesta, que evita mandar a família para link morto ou golpe. O caminho real é a Ouvidoria do Sistema Penitenciário da SEAP-MA (telefone (98) 99181-7012 e e-mail ouvpen@seap.ma.gov.br), o BNMP do CNJ para confirmar o mandado, e o advogado, que localiza pela via oficial no SEEU e tem direito à entrevista reservada com a pessoa presa.

A informação sobre onde está o seu familiar sob custódia do Estado é um direito, não um favor. Se os canais não respondem ou a situação é urgente, não espere — procure orientação jurídica.


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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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