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Execução Penal

Como Localizar Preso em Santa Catarina: SEJURI

· 8 min de leitura · Atualizado em outubro de 2026

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Em Santa Catarina não há consulta pública online de presos: o caminho é a SEJURI-SC (Polícia Penal), pelos canais oficiais, somado ao BNMP do CNJ e ao SEEU, que são nacionais. A família pode pedir informação; o advogado constituído acessa os autos e confirma unidade, processo e situação.

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Canal oficial em Santa Catarina: SEJURI, Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social, pela Polícia Penal (sejuri.sc.gov.br), telefone (48) 3664-5806 e Ouvidoria 0800-644-8500. Não há consulta online pública; o Localiza Preso fica no portal da OAB/SC, só para advogados (endereços conferidos em 8 de outubro de 2026).

Para localizar uma pessoa presa em Santa Catarina, o caminho oficial passa pela SEJURI (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social), que administra o sistema prisional pela Polícia Penal: o estado não tem uma consulta pública online por nome para o cidadão, então a família obtém a informação pela SEJURI no telefone (48) 3664-5806 ou pela Ouvidoria 0800-644-8500. Quando isso não basta, a via mais rápida e segura é o advogado, que localiza a pessoa pela ferramenta Localiza Preso no Portal da OAB/SC e pelo processo no SEEU. Para ver os canais oficiais de todos os estados de uma vez, use a ferramenta de localização.

Santa Catarina não tem consulta pública online, e isso é comum

A primeira coisa a entender, para não perder tempo nem cair em golpe, é que Santa Catarina não disponibiliza um portal público onde qualquer pessoa digite o nome e descubra em qual presídio o familiar está. A maioria dos estados funciona assim: a consulta detalhada fica restrita a quem tem legitimidade (a família comprovada, o advogado constituído e o Judiciário).

Se você encontrar um site que promete “consultar qualquer preso de SC pelo CPF” mediante pagamento, desconfie: não é canal oficial. Os caminhos legítimos em Santa Catarina são os que descrevemos abaixo, todos ligados à SEJURI, ao CNJ ou à advocacia.

O órgão oficial: SEJURI e a Polícia Penal

Quem administra os presídios catarinenses é a SEJURI, Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social, por meio do Departamento de Polícia Penal. É a ela que se dirige o pedido de informação sobre a localização de uma pessoa privada de liberdade.

Para o cidadão e a família, o contato oficial é:

  • Telefone da SEJURI: (48) 3664-5806
  • Ouvidoria: 0800-644-8500
  • Site institucional: sejuri.sc.gov.br

Ao ligar, tenha em mãos os dados que permitem identificar a pessoa com segurança:

  • Nome completo do preso (grafia correta)
  • Data de nascimento
  • Nome da mãe
  • CPF ou RG, se você souber
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se houver

Esses dados evitam confusão entre homônimos e agilizam a resposta. A Ouvidoria é o canal formal para registrar o pedido quando o atendimento telefônico direto não resolve, e serve também para reclamar caso a informação esteja sendo negada sem justificativa.

O Localiza Preso da OAB/SC, a ferramenta do advogado

Aqui está o ponto que mais acelera a localização em Santa Catarina, e que muita família não conhece: a SEJURI, em convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil, criou a ferramenta “Localiza Preso” dentro do Portal da OAB/SC. Com ela, o advogado regularmente inscrito consulta em qual unidade prisional a pessoa está recolhida, de forma rápida e sem depender de deslocamento até o presídio.

É importante ser honesto sobre o alcance: o Localiza Preso não é aberto ao público. O acesso é restrito a advogados, justamente porque envolve dados sensíveis de pessoas sob custódia do Estado. Ou seja, a família não entra nesse sistema diretamente, mas, ao constituir um advogado, passa a contar com um canal oficial, digital e ágil, que costuma resolver a localização em muito menos tempo do que a via telefônica.

Na prática, o advogado de execução penal cruza esse dado com o processo. Ele confirma a unidade pelo Localiza Preso e, ao mesmo tempo, verifica a situação processual, se há alvará de soltura já expedido, qual o regime, se houve transferência, pelo sistema judicial.

Quando o nome não aparece em SC

  • Prisão recente: quem foi preso há poucas horas costuma estar em delegacia, ainda não integrado ao sistema penitenciário estadual; pode levar de um a alguns dias até o cadastro ser concluído e a unidade definida. Procure a delegacia da prisão.
  • Transferência: a última unidade conhecida é o ponto de partida para confirmar o destino.
  • Telefone sem resposta ou informação negada: registre na Ouvidoria (0800-644-8500), que é o canal formal e também recebe reclamação.

As causas de um “não consta” que valem em qualquer estado (grafia, homônimo, documento desatualizado) estão no guia geral.

O que fazer quando a SEJURI não basta

Se o telefone não resolve, a informação demora ou você precisa de algo com valor jurídico, existem outras portas oficiais.

O BNMP do CNJ (portalbnmp.cnj.jus.br) é público e nacional: confirma mandado e juízo, mas não a unidade (como usar). Em Santa Catarina, o que destrava de fato é o advogado, que soma o Localiza Preso da OAB/SC ao processo de execução no SEEU. Quem não pode contratar advogado procura a Defensoria Pública de Santa Catarina, que atua na execução penal. O que o advogado pode fazer, em qualquer estado, está no guia geral. Encontrada a pessoa, veja visita e carteirinha e, se a prisão é recente, as primeiras 48 horas.

Resumo do caminho em Santa Catarina

  1. SEJURI, ligue para (48) 3664-5806 ou Ouvidoria 0800-644-8500, com nome completo, data de nascimento e nome da mãe.
  2. BNMP (CNJ), consulta pública e nacional em portalbnmp.cnj.jus.br, para confirmar mandado e identificar o processo.
  3. Advogado, acesso ao Localiza Preso no Portal da OAB/SC e ao SEEU, com relatório documentado e possibilidade de entrevista reservada.
  4. Defensoria Pública de SC, para quem não pode contratar advogado.

Se você prefere um guia geral, válido para qualquer estado, veja como localizar preso no Brasil. Mas, em Santa Catarina, guarde o essencial: não há consulta pública online: o caminho é a SEJURI, o BNMP e, principalmente, o advogado com a ferramenta da OAB/SC.

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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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