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Como Localizar Preso em Santa Catarina: SEJURI e Caminho Oficial
Execução Penal

Como Localizar Preso em Santa Catarina: SEJURI e Caminho Oficial

· 8 min de leitura

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Experiência em plenário Todo o Brasil Resposta imediata

Para localizar uma pessoa presa em Santa Catarina, o caminho oficial passa pela SEJURI (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social), que administra o sistema prisional pela Polícia Penal: o estado não tem uma consulta pública online por nome para o cidadão, então a família obtém a informação pela SEJURI no telefone (48) 3664-5806 ou pela Ouvidoria 0800-644-8500. Quando isso não basta, a via mais rápida e segura é o advogado, que localiza a pessoa pela ferramenta Localiza Preso no Portal da OAB/SC e pelo processo no SEEU.

Santa Catarina não tem consulta pública online — e isso é comum

A primeira coisa a entender, para não perder tempo nem cair em golpe, é que Santa Catarina não disponibiliza um portal público onde qualquer pessoa digite o nome e descubra em qual presídio o familiar está. Isso não é uma falha exclusiva do estado: a maioria das unidades da federação não mantém consulta aberta de custodiados por nome. O sistema penitenciário é estadual, e cada estado decide o que expõe. Por segurança, por proteção de dados da pessoa presa e por controle de acesso, boa parte das secretarias restringe a consulta detalhada a quem tem legitimidade — a família comprovada, o advogado constituído e o Judiciário.

Se você encontrar um site que promete “consultar qualquer preso de SC pelo CPF” mediante pagamento, desconfie: não é canal oficial. Os caminhos legítimos em Santa Catarina são os que descrevemos abaixo, todos ligados à SEJURI, ao CNJ ou à advocacia.

O órgão oficial: SEJURI e a Polícia Penal

Quem administra os presídios catarinenses é a SEJURI — Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social, por meio do Departamento de Polícia Penal. É a ela que se dirige o pedido de informação sobre a localização de uma pessoa privada de liberdade.

Para o cidadão e a família, o contato oficial é:

  • Telefone da SEJURI: (48) 3664-5806
  • Ouvidoria: 0800-644-8500
  • Site institucional: sejuri.sc.gov.br

Ao ligar, tenha em mãos os dados que permitem identificar a pessoa com segurança:

  • Nome completo do preso (grafia correta)
  • Data de nascimento
  • Nome da mãe
  • CPF ou RG, se você souber
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se houver

Esses dados evitam confusão entre homônimos e agilizam a resposta. A Ouvidoria é o canal formal para registrar o pedido quando o atendimento telefônico direto não resolve, e serve também para reclamar caso a informação esteja sendo negada sem justificativa.

O Localiza Preso da OAB/SC — a ferramenta do advogado

Aqui está o ponto que mais acelera a localização em Santa Catarina, e que muita família não conhece: a SEJURI, em convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil, criou a ferramenta “Localiza Preso” dentro do Portal da OAB/SC. Com ela, o advogado regularmente inscrito consulta em qual unidade prisional a pessoa está recolhida, de forma rápida e sem depender de deslocamento até o presídio.

É importante ser honesto sobre o alcance: o Localiza Preso não é aberto ao público. O acesso é restrito a advogados, justamente porque envolve dados sensíveis de pessoas sob custódia do Estado. Ou seja, a família não entra nesse sistema diretamente — mas, ao constituir um advogado, passa a contar com um canal oficial, digital e ágil, que costuma resolver a localização em muito menos tempo do que a via telefônica.

Na prática, o advogado de execução penal cruza esse dado com o processo. Ele confirma a unidade pelo Localiza Preso e, ao mesmo tempo, verifica a situação processual — se há alvará de soltura já expedido, qual o regime, se houve transferência — pelo sistema judicial.

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O que a consulta mostra — e o que não mostra

Seja pela SEJURI, seja pela ferramenta da OAB, é preciso ter expectativas realistas sobre a informação:

  • Recém-presos podem não constar. Quem foi preso há poucas horas costuma estar em delegacia, ainda não integrado ao sistema penitenciário. Pode levar de um a alguns dias até o cadastro ser concluído e a unidade definida. “Não consta” nesse período não significa que a pessoa não está presa — significa que ela ainda não foi integrada ao sistema estadual.
  • Homônimos existem. Sem data de nascimento e nome da mãe, é fácil confundir pessoas com o mesmo nome. Por isso os dados completos importam.
  • Transferências demoram a refletir. Se a pessoa foi movida entre unidades, o cadastro pode levar tempo para atualizar. A última unidade conhecida é sempre um bom ponto de partida para confirmar o destino.
  • Dados detalhados são para quem tem legitimidade. Situação processual, cálculo de pena e movimentações completas ficam no processo de execução, acessível ao advogado, ao defensor e ao Judiciário — não em consulta pública.

O que fazer quando a SEJURI não basta

Se o telefone não resolve, a informação demora ou você precisa de algo com valor jurídico, existem outras portas oficiais.

BNMP — o banco nacional do CNJ

O BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça, é público, gratuito e nacional. Você consulta em portalbnmp.cnj.jus.br, por nome, alcunha ou nome da mãe, e vê se existe mandado de prisão em aberto, alvará ou guia de recolhimento registrados contra a pessoa — em qualquer estado, o que é útil quando você nem tem certeza de que a prisão ocorreu em Santa Catarina.

O BNMP confirma que a prisão foi formalizada judicialmente e identifica o juízo responsável, mas não informa a unidade prisional exata onde a pessoa está. Ainda assim, é um passo importante: com o número do processo e a vara identificados, o advogado tem por onde seguir.

O advogado e o SEEU

O SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificada), do CNJ, concentra os processos de execução penal do país. O acesso completo é do advogado constituído nos autos, do defensor público e dos operadores da Justiça. Por ele, o advogado acompanha as movimentações do processo, incluindo transferências e a unidade atual de cumprimento. Combinado com o Localiza Preso da OAB/SC, dá ao profissional uma visão que a família, sozinha, não consegue montar.

Quem não pode contratar advogado deve procurar a Defensoria Pública de Santa Catarina, que atua na execução penal e pode localizar a pessoa e acompanhar o processo, sobretudo quando não há defensor constituído.

Quando procurar um advogado

Localizar é só o começo. Encontrada a pessoa, começam as decisões que dependem de tempo: cadastro de visita e carteirinha, acompanhamento da audiência de custódia, pedido de liberdade quando cabível e, no caso de prisão recente, as providências das primeiras 48 horas, que muitas vezes definem o rumo do caso.

O advogado criminalista faz essa apuração de forma documentada. Ele reúne a consulta ao BNMP, ao SEEU e ao sistema penitenciário estadual, confirma a unidade e — o que a família não consegue por conta própria — pode fazer a entrevista reservada com a pessoa presa, prerrogativa garantida pelo art. 7º, III, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia). Assim, além de saber onde a pessoa está, você passa a saber como ela está e qual a real situação processual, tudo em um relatório assinado por profissional habilitado.

Não há promessa de resultado nem prazo garantido: há um trabalho técnico, feito pela via oficial, com o cuidado que uma família nessa situação merece.

Resumo do caminho em Santa Catarina

  1. SEJURI — ligue para (48) 3664-5806 ou Ouvidoria 0800-644-8500, com nome completo, data de nascimento e nome da mãe.
  2. BNMP (CNJ) — consulta pública e nacional em portalbnmp.cnj.jus.br, para confirmar mandado e identificar o processo.
  3. Advogado — acesso ao Localiza Preso no Portal da OAB/SC e ao SEEU, com relatório documentado e possibilidade de entrevista reservada.
  4. Defensoria Pública de SC — para quem não pode contratar advogado.

Se você prefere um guia geral, válido para qualquer estado, veja como localizar preso: qual presídio e a lista de canais oficiais de todos os estados. Mas, em Santa Catarina, guarde o essencial: não há consulta pública online — o caminho é a SEJURI, o BNMP e, principalmente, o advogado com a ferramenta da OAB/SC.

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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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