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Execução Penal

Como Localizar Preso em Tocantins: SECIJU e Polícia Penal

· 9 min de leitura · Atualizado em outubro de 2026

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

No Tocantins não há consulta pública online de presos: o caminho é a SECIJU-TO (Polícia Penal), pela lista oficial das unidades e pela Ouvidoria, somado ao BNMP do CNJ e ao SEEU, que são nacionais. A família pode pedir informação; o advogado constituído acessa os autos e confirma unidade, processo e situação.

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Canal oficial no Tocantins: SECIJU-TO, Secretaria da Cidadania e Justiça, pela Polícia Penal (to.gov.br/cidadaniaejustica), com a lista oficial de telefones das unidades penais, e a Ouvidoria-Geral do Estado pelo 162. Não há consulta online pública (endereço conferido em 8 de outubro de 2026).

Para localizar uma pessoa presa em Tocantins, o caminho oficial não é um site de consulta: como o Estado não tem busca online pública de custodiado, você usa a lista telefônica oficial das unidades penais publicada no portal da SECIJU (to.gov.br/cidadaniaejustica), liga para a Ouvidoria-Geral do Estado (162) ou para a unidade da região da prisão, sempre informando nome completo, data de nascimento e nome da mãe. Quando isso não basta, o caminho é o BNMP do CNJ (consulta nacional por nome) e o advogado, que localiza pelo SEEU com procuração. Para ver os canais oficiais de todos os estados de uma vez, use a ferramenta de localização.

Este guia foi escrito para a família que acabou de saber de uma prisão em Tocantins e não sabe por onde começar. Sem rodeios: no Estado não existe uma página onde você digita o nome e descobre o presídio. Vamos explicar por que isso é comum, qual é o caminho que de fato funciona e o que fazer quando ninguém responde.

Tocantins não tem consulta online: por que isso é normal

Diferente de estados como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, que oferecem uma busca na internet (hoje mediante login gov.br ou identificação do solicitante), a SECIJU-TO (Secretaria da Cidadania e Justiça) e a Polícia Penal do Tocantins não disponibilizam um portal em que qualquer pessoa consulte a localização de um preso digitando o nome ou o CPF. Isso não é falha sua nem sinal de que a prisão não existe: a maioria dos estados não abre esse dado na web. Em Tocantins, o dado existe e é acessível por canais identificados: a família ou o advogado se identificam, comprovam o vínculo ou a prerrogativa, e recebem a informação.

Um alerta importante: se você encontrar sites que prometem “consultar preso em Tocantins online na hora”, desconfie. O sistema penitenciário do Estado está sob a SECIJU, cujas informações oficiais ficam no domínio to.gov.br/cidadaniaejustica. Qualquer página fora de .to.gov.br ou .gov.br que peça pagamento ou dados pessoais para “localizar” não é oficial.

A ferramenta que existe: a lista telefônica oficial das unidades

O que a SECIJU efetivamente publica não é uma busca por nome, e sim a Lista de Telefones e Endereços das unidades penais do Estado, disponível no portal to.gov.br/cidadaniaejustica. Esse documento oficial organiza as cadeias públicas e unidades prisionais por região, Central, Sul e Norte, com o endereço e o telefone de cada uma.

Na prática, isso muda a estratégia. Em vez de procurar um botão de consulta que não existe, você trabalha a partir da cidade ou da comarca onde a prisão aconteceu:

  • Se a pessoa foi presa em Palmas e região central, procure as unidades da capital (a Unidade Prisional Feminina de Palmas atende, por exemplo, no (63) 3218-6783 / 6894).
  • Se foi em Araguaína ou no norte, há a Casa de Prisão Provisória de Araguaína (63) 3414-3588 e a Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (63) 3026-0313.
  • Se foi em Gurupi e no sul, a Cadeia Pública de Gurupi atende no (63) 3312-7142.
  • Cidades do interior têm cadeia pública própria, Porto Nacional (63) 3363-5611, Paraíso do Tocantins (63) 3602-1165, entre dezenas de outras listadas.

Esses números são exemplos retirados da lista oficial; para a unidade exata da sua cidade, consulte o documento no portal da SECIJU. Ligar direto para a unidade da área da prisão costuma ser o caminho mais rápido de todos.

Passo 1: comece pela unidade da região da prisão

Se você já sabe onde a pessoa foi presa, a cidade, a delegacia, a comarca, o primeiro passo é ligar para a unidade penal daquela região, usando a lista telefônica oficial. A administração da unidade pode confirmar se a pessoa deu entrada ali e, se houve transferência, para onde foi.

Antes de ligar, tenha em mãos:

  • Nome completo da pessoa presa
  • Data de nascimento
  • Nome da mãe (essencial para diferenciar homônimos)
  • CPF ou RG, se souber
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se disponível

Quanto mais desses dados você fornecer, mais rápido e seguro é o retorno, especialmente o nome da mãe, que evita confusão entre pessoas de mesmo nome.

Passo 2: Ouvidoria-Geral do Estado e a sede da SECIJU

Quando você não sabe em qual cidade a pessoa está, ou a unidade não resolve, o canal seguinte é a Ouvidoria-Geral do Estado do Tocantins, que trata de informações e reclamações de todos os órgãos estaduais, incluindo o sistema prisional:

  • Telefone: 162 (ligação gratuita, de 8h às 14h, de segunda a sexta)
  • Fixo: (63) 3901-7623

Pela administração penitenciária diretamente, os contatos oficiais da SECIJU são:

  • Sede da Secretaria da Cidadania e Justiça: (63) 3218-6706, Praça dos Girassóis, Esplanada das Secretarias, Av. NS-02, Palmas-TO
  • Gerência de Reintegração Social, Trabalho e Renda ao Preso e Egresso: (63) 3218-6704, é o setor que lida com a situação de quem está preso e com a família

A gestão das unidades cabe à Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional, dentro da SECIJU, responsável pela custódia no Estado. Registrar o pedido pela Ouvidoria tem uma vantagem: fica um protocolo, e a falta de resposta pode ser cobrada depois.

Quando o nome não aparece no Tocantins

  • Prisão recente: nas primeiras 24 a 48 horas a pessoa pode ainda estar em delegacia (Polícia Civil), aguardando a audiência de custódia e a transferência para uma unidade da Polícia Penal. Procure primeiro a delegacia da região.
  • Unidade não confirma: ligue para as outras unidades da mesma região (Central, Sul ou Norte) pela lista oficial e pergunte se houve transferência e para onde.
  • Ninguém responde: registre o pedido na Ouvidoria-Geral (162), que gera protocolo.

As causas de um “não consta” que valem em qualquer estado estão no guia geral. Em paralelo, consulte o BNMP do CNJ (portalbnmp.cnj.jus.br), que confirma mandado e juízo, mas não a unidade (como usar).

Advogado e Defensoria no Tocantins

Com procuração, o advogado consulta o processo de execução no SEEU, pode oficiar diretamente à SECIJU e à Polícia Penal do Tocantins e requerer a informação ao juízo, inclusive quando a pessoa foi transferida de presídio sem aviso. Quem não pode contratar advogado procura a Defensoria Pública do Estado do Tocantins, que atende gratuitamente na execução penal. O que o advogado pode fazer, em qualquer estado, está no guia geral. Se a prisão é recente, veja as primeiras 48 horas; se a expectativa é de soltura, como saber se o alvará foi cumprido.

Checklist rápido para Tocantins

  1. Prisão recente? Procure primeiro a delegacia da região (Polícia Civil), pode ainda não ter ido para o presídio.
  2. Sabe a cidade? Ligue direto para a unidade penal da região, pela lista oficial em to.gov.br/cidadaniaejustica, com nome, nascimento e nome da mãe em mãos.
  3. Não sabe onde? Acione a Ouvidoria-Geral (162) e a sede da SECIJU (63) 3218-6706 / Gerência ao Preso e Egresso (63) 3218-6704.
  4. Consulte o BNMP (portalbnmp.cnj.jus.br), nacional, público, por nome.
  5. Advogado ou Defensoria consulta o SEEU com procuração; em urgência sem resposta, habeas corpus.

Conclusão

Em Tocantins, localizar um preso não passa por um site de consulta, passa por pessoas e canais oficiais: a lista telefônica das unidades penais da SECIJU, a Ouvidoria-Geral do Estado, o BNMP do CNJ e, quando preciso, o advogado pela via da execução penal. Saber onde está a pessoa sob custódia do Estado é um direito da família, não um favor. Reúna nome completo, data de nascimento e nome da mãe, comece pela unidade da região ou pela Ouvidoria e, se a resposta demorar ou não vier, procure quem tenha acesso à via oficial. Ninguém precisa enfrentar essa espera no escuro.

Consulte também o guia de como localizar preso no Brasil, com os canais oficiais de todos os estados.

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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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