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Execução Penal

Como Localizar Preso no Piauí: SEJUS-PI e Ouvidoria

· 9 min de leitura · Atualizado em outubro de 2026

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

No Piauí não há consulta pública online de presos: o caminho é a SEJUS-PI, pela Ouvidoria Penitenciária, somado ao BNMP do CNJ e ao SEEU, que são nacionais. A família pode pedir informação; o advogado constituído acessa os autos e confirma unidade, processo e situação.

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Canal oficial no Piauí: Ouvidoria Penitenciária da SEJUS-PI (Secretaria de Estado da Justiça), sem consulta online de preso: Disk 162, WhatsApp (86) 99544-7924, (86) 99475-2519. Em 8 de outubro de 2026, o endereço antigo sejus.pi.gov.br passou a abrir a página inicial do portal do Governo, pi.gov.br; os telefones da Ouvidoria continuam sendo o canal.

Para localizar uma pessoa presa no Piauí, o caminho oficial é a Ouvidoria Penitenciária da SEJUS-PI (Secretaria de Estado da Justiça): o Piauí não tem consulta online pública de preso por nome, então a informação é obtida por telefone, WhatsApp ou e-mail da Ouvidoria, que atende pelo Disk 162 e pelo WhatsApp (86) 99544-7924. Quando isso não basta, o BNMP do CNJ (nacional, por nome) e o advogado, que consulta o processo pela via oficial, completam a busca. O que vale para qualquer estado está no guia de como localizar preso no Brasil; aqui fica só o que é do Piauí.

O Piauí não tem consulta online de preso

Não existe site da SEJUS-PI em que se digita o nome e sai a unidade. No Piauí, o sistema penitenciário é administrado pela SEJUS-PI (Secretaria de Estado da Justiça), por meio da Diretoria de Administração Penitenciária. A SEJUS tem um sistema chamado SIAPEN, mas ele serve ao cadastro de visitantes e à gestão interna, não à busca de preso por nome. A informação sai pela Ouvidoria, mediante vínculo com a família, ou pela via processual.

O caminho oficial: Ouvidoria Penitenciária da SEJUS-PI

Sem portal público, o canal que a própria SEJUS-PI indica para a família é a Ouvidoria Penitenciária. Ela funciona na sede da Secretaria de Estado da Justiça, no Centro Administrativo (Avenida Pedro Freitas, s/n, Bloco G, 2º andar, Teresina-PI), e atende de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.

Canais oficiais de contato da Ouvidoria:

  • Disk 162 (telefone da ouvidoria)
  • WhatsApp: (86) 99544-7924
  • Telefone: (86) 99475-2519
  • E-mail: ouvidoria@sejus.pi.gov.br
  • Fala.BR (sistema nacional de ouvidorias da CGU): falabr.cgu.gov.br, que registra reclamações, denúncias e pedidos por escrito, com número de protocolo

Se preferir tratar diretamente com o setor responsável pelas unidades, a Diretoria de Administração Penitenciária da SEJUS-PI atende pelos telefones (86) 99488-8133 e (86) 99488-1359 e pelo e-mail diretoriaduap@sejus.pi.gov.br.

O que ter em mãos antes de ligar

Quanto mais dados você fornecer, mais rápido a Ouvidoria localiza a pessoa. Tenha à mão:

  • Nome completo da pessoa presa (sem abreviações)
  • Nome da mãe (essencial para distinguir homônimos)
  • Data de nascimento
  • CPF ou RG, se souber
  • Data e local aproximados da prisão (cidade, delegacia)
  • Número do processo ou do boletim de ocorrência, se disponível

O Piauí tem unidades penais em várias cidades, Teresina, Altos, Picos, Parnaíba, entre outras. Informar onde a prisão ocorreu ajuda a Ouvidoria a apontar mais rápido a unidade provável.

O que a Ouvidoria informa e o que fazer depois

A Ouvidoria pode confirmar em qual unidade a pessoa está recolhida e orientar sobre visitas e procedimentos. Situação processual, cálculo de pena e movimentações da execução ficam com o advogado ou a Defensoria. Se a Ouvidoria não localiza, consulte o BNMP do CNJ (como usar) e, com procuração, o advogado pode oficiar a Diretoria de Administração Penitenciária da SEJUS-PI pedindo formalmente a localização; o resto do que ele pode fazer está no guia geral.

Se a pessoa foi presa há poucas horas

Nas primeiras 24 a 48 horas, a pessoa normalmente está em delegacia da Polícia Civil ou da Polícia Federal, aguardando a audiência de custódia, e ainda não foi cadastrada no sistema penitenciário da SEJUS.

Nesse momento, o mais eficaz é:

  1. Verificar em qual delegacia a prisão foi registrada (o local da abordagem costuma indicar a circunscrição);
  2. Acompanhar a audiência de custódia, que define se a pessoa fica presa (prisão preventiva) ou é solta;
  3. Só depois, se mantida a prisão, procurar a Ouvidoria da SEJUS-PI para saber a unidade de destino.

Um advogado atuando desde essas primeiras horas encurta muito esse caminho, porque acompanha a custódia e já identifica o juízo.

Preso transferido de unidade no Piauí

Transferências entre unidades acontecem por segurança, vaga ou saúde, e nem sempre a família é avisada. Se a pessoa “sumiu” da unidade em que estava:

  1. Ligue para a unidade anterior, que deve informar o destino;
  2. Procure a Ouvidoria e registre a falta de comunicação;
  3. Peça ao advogado para consultar o SEEU, onde a transferência fica registrada.

Transferências para outro estado seguem procedimento próprio (art. 86 da LEP) e dependem de autorização judicial. Veja como funciona um pedido de transferência de presídio.

Checklist rápido: localizar preso no Piauí

  1. Reúna os dados: nome completo, nome da mãe, nascimento, CPF/RG, local da prisão.
  2. Ligue para a Ouvidoria da SEJUS-PI: Disk 162 · WhatsApp (86) 99544-7924 · (86) 99475-2519 · ouvidoria@sejus.pi.gov.br.
  3. Consulte o BNMP (portalbnmp.cnj.jus.br) por nome ou nome da mãe.
  4. Prisão recente? Confira a delegacia e acompanhe a audiência de custódia antes de procurar o sistema penal.
  5. Sem resposta? Um advogado consulta o SEEU, oficia a SEJUS-PI e, em urgência, aciona o juízo.

Para as outras UFs e o que vale em todo o país, use o guia de como localizar preso no Brasil. Se já localizou e vai visitar, veja cadastro, carteirinha e agendamento de visita; se soube que houve decisão, entenda como saber se o alvará de soltura foi cumprido.

Quando procurar um advogado

Quando a Ouvidoria não localiza, quando a informação vem contraditória, quando a prisão é recente e você quer acompanhar a custódia, ou quando precisa da situação processual. O que o advogado faz nesses casos, e o que ninguém pode prometer, está no guia geral. No Piauí, o caminho começa na Ouvidoria da SEJUS-PI.

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Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

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