História
A história de Itacoatiara precede a colonização europeia em centenas de anos. As margens do Rio Amazonas na região abrigam inscrições rupestres (petróglifos) feitas por povos indígenas — os Mura, Mundurucus, Parintintins — que deram nome ao município: 'itacoatiara', do tupi, significa 'pedra pintada' ou 'pedra inscrita'. Estas inscrições persistem até hoje como patrimônio arqueológico da região.
A fundação colonial se deu em 1760, quando Joaquim de Melo e Povoas, primeiro governador geral da Capitania de São José do Rio Negro (criada por Pombal em 1755), transferiu a aldeia dos abacaxis para a margem esquerda do Rio Amazonas, instalando a Vila de Serpa. É por isso que Itacoatiara preserva até hoje o apelido carinhoso de 'Velha Serpa'.
Em 04/11/1892, a Lei nº 33 confirmou a criação do município (ex-Serpa), e em 25/04/1876 foi criada a Comarca de Itacoatiara, instalada formalmente em 11/09/1896 — uma das mais antigas do Amazonas depois de Manaus. No século XIX e início do XX, Itacoatiara recebeu imigrantes espanhóis, nordestinos (atraídos pelo Ciclo da Borracha), e migrantes de outros estados amazônicos, formando sua identidade multicultural.
O marco econômico moderno veio em 1997, com a inauguração do Porto Hermasa (Grupo Amaggi) — cerimônia prestigiada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso. O porto transformou Itacoatiara em principal ponto de exportação de grãos do agronegócio brasileiro via rota amazônica — soja e milho do Mato Grosso descendo o Rio Madeira e embarcando para Ásia, Europa e Oriente Médio.
Politicamente, Itacoatiara vive estabilidade. Mário Abrahim (então PSC) foi eleito prefeito em 2020 com 19.810 votos; em 2024, já filiado ao Republicanos, foi reeleito no 1º turno com 31.614 votos (54,98%), sendo diplomado em 06/12/2024 e empossado em 01/01/2025 no Templo Central da Assembleia de Deus, com a vice-prefeita Marcela Cristine (MDB).