História
Manacapuru tem origem indígena Kokama/Mura, consolidada a partir da presença missionária carmelita no Médio Solimões durante os séculos XVIII e XIX. O nome do município deriva do tupi 'manaka' (planta nativa manaca) + 'puru' (referência ao local florido) — algo como 'local das flores de manaca'. Nos séculos XIX-XX, recebeu imigração portuguesa (e brasileiros do Nordeste pela borracha), depois famílias judias marroquinas (século XIX-XX, dedicadas ao comércio) e japonesas (pós-2ª Guerra, para cultivo de juta e pimenta-do-reino).
A Comarca de Manacapuru foi criada em setembro de 1901, em fase de consolidação política do Amazonas já como estado (1889-1920). Foi extinta administrativamente em 1921 (perdeu status de sede de comarca) e restabelecida em 1922. Desde então permanece ativa por mais de 100 anos.
Um marco estruturante moderno foi a inauguração da Ponte Rio Negro em 2011 (ligação rodoviária Manaus-Iranduba), que transformou o acesso a Manacapuru — até então, chegar à cidade por via terrestre exigia balsa. Com a ponte, Manacapuru se tornou plenamente integrada à RMM.
Na sucessão política recente, Beto D'Ângelo (Republicanos) governou por 2 mandatos (2017-2024), com aprovação recorde de 78,3% no final do 2º mandato. Em 2024, teve a cidade impactada por deslizamento de terra no Porto da Terra Preta (outubro/24, vítimas fatais incluindo criança de 6 anos) e coordenou resposta federal com o ministro Waldez Góes. Sua sucessora indicada, Valcileia Flores Maciel (MDB) — até então vice-prefeita — foi eleita em 06/10/2024 com mais de 71% dos votos válidos, tornando-se a primeira mulher eleita prefeita de Manacapuru. Assumiu em 01/01/2025 para mandato até 31/12/2028.