História
A história de Parintins começa séculos antes da colonização portuguesa, com etnias indígenas Tupinambás (de onde derivou o nome da Ilha Tupinambarana), Parintintins (que viria a batizar o município em 1880), Sapupés, Maués, Mundurucus e Uapixanas. Em 1660, os padres Manuel Pires e Manuel de Souza foram os primeiros europeus a se ocupar dos Tupinambaranas.
A fundação colonial se deu em 1796, quando o capitão português José Pedro Cordovil se estabeleceu com escravos e agregados para se dedicar à pesca do pirarucu e à agricultura. Cordovil denominou o local 'Tupinambarana' e, ao deixar a região, ofertou a ilha à rainha D. Maria I de Portugal. Em 1803, foi elevada a missão religiosa pelo capitão-mor do Pará sob direção do frei José das Chagas, recebendo o nome de 'Vila Nova da Rainha'. Em 1833, tornou-se Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana. Durante a Cabanagem (1835-1840), o vigário padre Torquato Antônio de Souza atuou como delegado dos legalistas no Baixo Amazonas — Tupinambarana foi poupada dos ataques cabanos, talvez por sua boa defesa.
Em 24/10/1848 (Lei Provincial do Pará nº 146), foi elevada à categoria de Vila Bela da Imperatriz, desmembrando-se de Maués. Em 15/10/1852, a Lei Provincial do AM nº 02 confirmou a criação do município (instalado em 14/03/1853 — data oficial de emancipação). Em 24/08/1858, foi criada a Comarca de Parintins. O nome atual 'Parintins' substituiu 'Vila Bela da Imperatriz' em 1880, em homenagem aos índios Parintintins.
No século XX, os irmãos Lindolfo Monteverde e Emídio Raimundo Vieira criaram em 1913 os bois-bumbás Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul) — brincadeira religiosa com origem nordestina adaptada à Amazônia. A disputa formal entre os dois começou em 1965, e em 1988 foi construído o Bumbódromo. O Festival, que em 2018 foi reconhecido Patrimônio Cultural Imaterial pelo IPHAN, é hoje a principal manifestação cultural popular da Amazônia e o maior espetáculo a céu aberto da América Latina.