História
A capital do Amazonas começou em 24 de outubro de 1669, quando o capitão português Francisco da Mota Falcão fundou o Forte de São José do Rio Negro na confluência dos rios. Esse pequeno entreposto foi se desenvolvendo até virar Capitania de São José do Rio Negro em 1755 (Marquês de Pombal), Vila da Barra do Rio Negro em 1832, e finalmente Cidade de Manaós em 1856 — em homenagem à etnia indígena Manaó. Em 1850, com a criação da Província do Amazonas (Lei 582/1850), Manaus assumiu definitivamente o papel de capital.
O Ciclo da Borracha (1880-1912) transformou Manaus em uma das cidades mais opulentas do mundo. O látex da Hevea brasiliensis abastecia a indústria automobilística mundial, e os "barões da borracha" trouxeram para a Amazônia um padrão de luxo europeu sem precedente: Teatro Amazonas (1896, com mármore de Carrara, vidros de Murano, ferragens de Glasgow, cristais da Boêmia), Mercado Municipal Adolpho Lisboa (réplica do Les Halles de Paris), Palácio Rio Negro, bondes elétricos, telefonia, água tratada, iluminação elétrica. Manaus tinha cinemas e cafés à francesa antes de várias capitais europeias.
A queda foi brusca: em 1876, o britânico Henry Wickham contrabandeou sementes de seringueira para Kew Gardens (Londres), e em 1912 a produção asiática (Ceilão, Malásia) inundou o mercado mundial, colapsando o preço do látex amazônico. Manaus mergulhou em depressão por décadas. A 2ª Guerra Mundial trouxe um ciclo curto de retomada (1942-1945, "soldados da borracha" nordestinos). Foi apenas em 1957 e definitivamente em 1967 (Decreto-Lei 288) que a Zona Franca de Manaus redefiniu o destino econômico da cidade — o Polo Industrial de Manaus passou a ser o motor que mantém a capital entre as economias mais relevantes do Brasil.
Em janeiro de 2021, Manaus tornou-se símbolo nacional e mundial do colapso sanitário durante a 2ª onda da pandemia de COVID-19 — pacientes morreram asfixiados em UTIs por falta de oxigênio, em cenas que correram o mundo. Em 2026, em sucessão histórica institucional, o prefeito David Almeida (Avante) renunciou em 31/03/2026, passando o cargo ao vice Renato Junior, para concorrer ao Governo do Amazonas — apenas 4 dias antes de Wilson Lima e Tadeu de Souza renunciarem ao Governo do Estado, transferindo o poder a Roberto Cidade.