História
Tefé tem origem indígena Kokama, Kambeba (Omágua), Ticuna, Yagua e Mayoruna. Os Kambeba tinham presença particularmente forte no Médio Solimões, sendo a "nação guerreira" da região pré-colonial.
Em meados do século XVII, os padres carmelitas portugueses fundaram a Missão Carmelita de São Paulo de Aranariaua, que se tornou o principal centro espiritual e comercial do Médio Solimões colonial. Em 1759, Frei José de Santa Teresa Ribeiro elevou o povoado à categoria de vila. Em 1855, o Governo da Província do Amazonas decretou a elevação de Tefé a município.
Durante o Ciclo da Borracha (1880-1910), Tefé ganhou importância como entreposto comercial — famílias árabes (libanesas, sírias) se estabeleceram como comerciantes, legado visível nos prédios antigos do Centro.
Em 1989, foi criada a Floresta Nacional de Tefé (FLONA Tefé, 1.020.000 hectares, 46% em Tefé). Em 1990, foi criada a RDS Mamirauá — a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Brasil, marco internacional de conservação com participação comunitária. Em 1999, o Instituto Mamirauá (IDSM-OS) passou a gerir a RDS. Em 2000/2003, a UNESCO reconheceu o Complexo de Conservação da Amazônia Central como Patrimônio Mundial Natural.
Nos anos 2000, foram instalados UEA Campus Tefé (2006) e IFAM Campus Tefé, consolidando a cidade como polo universitário regional.
Em 06/10/2024, Nicson Marreira (União Brasil) foi eleito prefeito com esmagadores 88,71% dos votos — uma das maiores vitórias proporcionais do Brasil em 2024. Assumiu em 01/01/2025 para mandato até 31/12/2028.