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Para localizar uma pessoa presa no Acre, o caminho oficial não é um site de consulta: o IAPEN-AC (Instituto de Administração Penitenciária do Acre) não mantém portal público de busca por nome. O canal certo para a família é o NAF — Núcleo de Atendimento à Família, que atende pelo WhatsApp (68) 99997-9390 e faz a ponte entre você e a unidade prisional. Quando o NAF não basta, o caminho é a Ouvidoria do IAPEN, o BNMP do CNJ (consulta nacional por nome) e o advogado, que localiza pela via oficial no SEEU.
Este guia foi escrito para quem está passando por uma das situações mais angustiantes que existem: não saber onde está uma pessoa que ama. Vamos direto ao ponto, sem rodeios, com os canais oficiais do Acre e o que cada um realmente resolve.
Por que o Acre não tem consulta online de preso
Muita gente procura no Google um “site do IAPEN para consultar preso” e não encontra — e isso não é falha sua. O Acre está entre a maioria dos estados brasileiros que não oferece consulta pública online de pessoa presa por nome. Não existe um sistema onde você digita o nome e descobre em qual unidade a pessoa está.
Isso é comum por dois motivos. Primeiro, o sistema penitenciário brasileiro é estadual e fragmentado: cada estado tem seu órgão e seus próprios sistemas internos, quase sempre de acesso restrito por questões de segurança e proteção de dados. Segundo, informação sobre localização de custodiado envolve sigilo e exige que quem pergunta comprove vínculo legítimo — por isso o atendimento é feito por um canal humano, o NAF, e não por uma tela pública.
A honestidade aqui importa: se algum site prometer “consulta de preso do Acre” com login, cadastro ou pagamento, desconfie. O caminho oficial no Acre passa pelos contatos que você lê abaixo, todos dentro do domínio iapen.ac.gov.br.
O NAF: o canal da família no IAPEN-AC
O NAF (Núcleo de Atendimento à Família) é o setor do IAPEN criado justamente para mediar a relação entre as famílias e as pessoas privadas de liberdade, garantindo os direitos previstos na legislação. É o primeiro lugar para onde a família deve se dirigir.
O NAF atende por WhatsApp: (68) 99997-9390. Em Rio Branco, o Núcleo funciona na Estrada do Aviário, 546 — Bairro Aviário, com telefone (68) 99281-0986. O NAF também está presente nos municípios do interior que têm estabelecimento penal — em Tarauacá, por exemplo, funciona na Av. Antônio Frota, 299, Centro, telefone (68) 3462-1811.
Além de orientar sobre a localização da pessoa presa, o NAF ajuda em serviços que a família precisa logo em seguida:
- Cadastro e emissão de carteira de visita
- Processos de visita de crianças e adolescentes e de visita religiosa
- Reconhecimento de paternidade e registro de nascimento de filhos de custodiados
- Emissão de certidões e documentos pessoais
- Encaminhamento de assistência material, de saúde e educacional
Ao procurar o NAF, tenha em mãos o nome completo da pessoa presa, a data de nascimento, o nome da mãe e o CPF ou RG, se souber. Esses dados agilizam a identificação e evitam confusão entre pessoas de nome parecido.
A sede do IAPEN-AC e a Ouvidoria
Se você precisa de um pedido formal de informação — por exemplo, para instruir um processo, ou quando o atendimento do NAF não resolveu — há dois outros canais oficiais do IAPEN.
A sede do IAPEN em Rio Branco atende pelo (68) 3223-2312 e fica na Rua Coronel Fontenelle de Castro, nº 44, Estação Experimental. O e-mail institucional do gabinete é iapengabinete@gmail.com.
A Ouvidoria do IAPEN é o canal para registrar reclamações, denúncias e pedidos de informação que não foram atendidos pelas vias comuns. Ela pode ser acionada pelo e-mail ouvidoriaiapen@gmail.com. A Ouvidoria é obrigada a dar retorno, e o registro por ela deixa um protocolo — útil quando a família encontra silêncio ou demora.
O que esses canais mostram — e o que não mostram
É importante ter expectativas realistas para não se frustrar nem cair em golpe.
Recém-presos podem não constar de imediato. Nas primeiras horas após a prisão, a pessoa costuma estar em delegacia, ainda sob a Polícia Civil, antes de ser transferida ao sistema penitenciário. Nesse intervalo, ela não aparece nos registros do IAPEN. Se a prisão foi há menos de 24 a 48 horas, comece pela delegacia da região e acompanhe a audiência de custódia, que ocorre em até 24 horas após a prisão e define se a pessoa segue presa ou é solta.
“Não consta” não prova nada. Um retorno negativo pode significar apenas que o cadastro ainda não foi atualizado, que o nome foi grafado de forma diferente, ou que a pessoa está sob outra jurisdição (por exemplo, em unidade federal, com sistema próprio). Não trate um “não encontrei” como palavra final.
Alguns dados só saem para o advogado. Informações detalhadas do processo de execução — cálculo de pena, guia de recolhimento, histórico de transferências — não são fornecidas ao público. Elas ficam no SEEU, acessível a quem tem procuração nos autos.
Está enfrentando essa situação?
Fale com advogado agora →O BNMP do CNJ: a consulta nacional por nome
Enquanto o Acre não tem consulta estadual, existe uma ferramenta nacional e pública que funciona para qualquer estado: o BNMP — Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A consulta é gratuita, sem cadastro, feita no site portalbnmp.cnj.jus.br por nome, nome da mãe ou alcunha. O BNMP mostra se existe mandado de prisão em aberto contra a pessoa, alvarás e guias, e indica o juízo responsável pelo processo.
O limite do BNMP é claro: ele não informa em qual unidade prisional a pessoa está recolhida. Ainda assim, é extremamente útil, porque confirma que a prisão foi formalizada judicialmente e revela qual vara conduz o caso — o ponto de partida para que o advogado localize a unidade pela via oficial.
O advogado e o SEEU: a via mais segura
O SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificada) é o sistema usado pelas Varas de Execução Penal em todo o país. Ele registra cada movimentação do processo, incluindo a unidade onde a pessoa está e as transferências entre presídios.
O acesso ao SEEU é restrito a advogados constituídos nos autos, defensores públicos e operadores da Justiça. Com procuração, o advogado consulta o processo, confirma a unidade atual e acompanha a execução da pena — algo que a família, sozinha, não consegue fazer.
Esse trabalho não é apenas uma consulta de tela. O advogado pode cruzar BNMP, SEEU e os canais do IAPEN, e, quando nada aparece, requerer formalmente ao juízo da execução que o Estado informe onde a pessoa está — o Estado tem o dever de saber o paradeiro de quem mantém sob custódia. A garantia da entrevista reservada com a pessoa presa está prevista no art. 7º, III, da Lei 8.906/94 (Estatuto da OAB), como prerrogativa do advogado.
Se a família não pode arcar com advogado particular, a Defensoria Pública do Acre presta assistência gratuita e tem atuação em execução penal, podendo localizar e acompanhar o caso.
Quando procurar um advogado
Procurar um advogado faz diferença quando:
- A pessoa foi presa há pouco e ninguém consegue confirmar onde ela está
- Houve transferência sem aviso e a família perdeu o contato
- O NAF e a Ouvidoria não retornam, ou a informação vem incompleta
- É preciso agir sobre a situação processual — e não apenas localizar
Nesses casos, o advogado faz a apuração documentada, com acesso ao SEEU e às prerrogativas legais, e pode entrar com pedido de informação ou, em urgência, com habeas corpus para que o Estado indique a localização.
Checklist rápido: localizar preso no Acre
- Fale com o NAF do IAPEN-AC pelo WhatsApp (68) 99997-9390 (canal da família)
- Se necessário, ligue para a sede do IAPEN em Rio Branco: (68) 3223-2312
- Registre pedido formal na Ouvidoria (ouvidoriaiapen@gmail.com) se não houver retorno
- Consulte o BNMP em portalbnmp.cnj.jus.br (por nome) para confirmar o mandado e o juízo
- Se a prisão é recente, procure a delegacia e acompanhe a audiência de custódia
- Peça ao advogado que consulte o SEEU com procuração — ou procure a Defensoria Pública do Acre
Você pode consultar os canais oficiais de todos os estados na nossa ferramenta, e entender o processo geral em como localizar preso: qual presídio.
Conclusão
No Acre não existe um site para digitar o nome e achar o preso — e saber disso já evita perder tempo com links mortos ou promessas falsas. O caminho real é humano e oficial: o NAF do IAPEN, feito para a família, mais a Ouvidoria, o BNMP nacional e o advogado pela via do SEEU. A informação sobre onde está o seu familiar é um direito, não um favor. Comece pelo NAF, guarde os protocolos, e, se o silêncio persistir, procure orientação jurídica.
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Sobre o autor
Felipe Smargiassi
Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242
Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.
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