Pular para o conteúdo principal
Execução Penal

Como Localizar Preso no Rio de Janeiro: SEPPEN-RJ (SEAP)

· 15 min de leitura · Atualizado em outubro de 2026

Por Felipe Smargiassi · Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Para localizar uma pessoa presa no Rio de Janeiro, a consulta é feita no portal da SEPPEN-RJ (antiga SEAP), além do BNMP do CNJ e do SEEU, que valem em todo o país. A família consegue a informação básica; o advogado constituído acessa os autos completos, unidade, número do processo, regime e prazos.

Plenário do Júri Atendimento em todo o Brasil

Canal oficial no Rio de Janeiro: formulário “Localizar um Preso” da SEPPEN-RJ (antiga SEAP), sem login, em visitante.detran.rj.gov.br/formulario/localizarpreso.html (conferido em 8 de outubro de 2026; o endereço antigo, visitanteseap, agora leva à página inicial do portal do visitante).

Para localizar uma pessoa presa no Rio de Janeiro, o caminho oficial é o serviço Localizar um Preso da SEPPEN-RJ, a Secretaria de Estado de Polícia Penal, antiga SEAP-RJ: você acessa o formulário público em visitante.detran.rj.gov.br, informa seus dados e o nome completo do preso, e o sistema retorna em qual unidade ele está recolhido. Quando essa consulta não basta (prisão muito recente, “não consta”, transferência sem aviso), o caminho é a Ouvidoria do órgão e o pedido de informação feito por advogado pela via oficial. O que vale para qualquer estado está no guia de como localizar preso no Brasil; aqui fica só o que é do Rio de Janeiro.

Este guia explica, passo a passo de verdade, como usar a consulta da SEPPEN-RJ, o que ela mostra, o que ela não mostra e o que fazer quando o nome do seu familiar simplesmente não aparece.

SEAP ou SEPPEN? O nome mudou, o sistema é o mesmo

Muita gente pesquisa por “SEAP RJ localizar preso” e se confunde ao ver a sigla nova. Vale esclarecer: a antiga Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP-RJ) passou a se chamar Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN-RJ). É o mesmo órgão responsável pelo sistema prisional do estado, agora com outro nome. A página oficial fica em rj.gov.br/policiapenalrj.

Na prática, documentos oficiais e endereços eletrônicos ainda usam os dois nomes. Então, se você busca pela SEAP, está no lugar certo: apenas saiba que o órgão hoje é a SEPPEN-RJ.

O que é o sistema e de quem ele é

A SEPPEN-RJ é uma secretaria do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Não é órgão federal, não é do Conselho Nacional de Justiça, não é polícia civil nem polícia militar. É ela que administra as unidades prisionais do estado, e, por isso, é a única fonte capaz de dizer em qual unidade uma pessoa está recolhida hoje.

O órgão nasceu como Secretaria de Estado de Administração Penitenciária pelo Decreto nº 32.621, de 1º de janeiro de 2003, e teve a estrutura organizacional básica alterada e consolidada pelo Decreto nº 49.689, de 25 de junho de 2025, conforme a página institucional da própria secretaria em rj.gov.br/policiapenalrj/institucional.

A relação das unidades é publicada pela secretaria em Unidades Prisionais, vale guardar o link para conferir o nome completo da unidade que a consulta devolver.

”Antes chamado SEAP”: qual foi a norma que mudou o nome

A troca de nome não foi apelido de imprensa nem uso informal. A nomenclatura da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) foi alterada pelo Decreto nº 50.244, de 23 de março de 2026, passando o órgão a se denominar Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN).

Essa é a base normativa da mudança, e ela está registrada também fora do Executivo estadual: a Corregedoria Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reproduz a informação ao listar os canais do órgão para os juízos, na página Endereços Eletrônicos da SEAP, com a ressalva expressa de que a sigla foi alterada pelo decreto e o órgão passou a se chamar SEPPEN.

O que isso significa para quem procura um familiar: você vai encontrar os dois nomes ao mesmo tempo, SEAP em ofícios antigos, em placas, em endereços de e-mail institucionais e no próprio endereço do site de consulta; SEPPEN nos atos novos e nas resoluções recentes. São o mesmo órgão. Não existem duas instituições, não existem duas consultas para fazer e não há um “sistema novo” escondido em algum lugar.

Por que a consulta fica num endereço do Detran

Ponto que confunde muita gente: o formulário de localização não fica no portal da secretaria em rj.gov.br, e sim num endereço do Detran-RJ, o mesmo ambiente do cadastro de visitante. Na conferência de 8 de outubro de 2026, o portal do visitante estava em visitanteseppen.detran.rj.gov.br, e o formulário, em visitante.detran.rj.gov.br. O endereço antigo, visitanteseap.detran.rj.gov.br/VisitanteSeap/localizarpreso.html, que circula em listas e cópias de terceiros, agora só leva à página inicial do portal.

O serviço “Localizar um Preso”, passo a passo

O diferencial da consulta do Rio de Janeiro é que ela não exige login nem senha gov.br. É um formulário aberto, pensado justamente para a família que precisa saber, com urgência, onde a pessoa está.

O endereço oficial, conferido em 8 de outubro de 2026

O formulário fica em:

visitante.detran.rj.gov.br/formulario/localizarpreso.html

Endereço acessado e no ar em 8 de outubro de 2026, sem exigência de cadastro, login ou senha. A tela traz o título “Localização Online de Presos”. Pelo portal do visitante (visitanteseppen.detran.rj.gov.br/site), o caminho é o menu “Apoio à família”, item “Localizar um preso”, na seção “Como localizar um preso na SEPPENRJ?”.

Veja como usar:

  1. Acesse o formulário pelo link acima, ou pelo portal do visitante, menu “Apoio à família”, item “Localizar um preso”.
  2. Preencha a seção Dados do Requerente (a pessoa que está consultando):
    • Qualificação com o Interno: o vínculo (parentesco) que você tem com o preso;
    • RG do Requerente;
    • Nome do Requerente;
    • Data de Nascimento do Requerente.
  3. Preencha a seção Dados do Interno (a pessoa presa):
    • Nome do Interno (nome completo, sem abreviar);
    • Nome do Pai do Interno;
    • Nome da Mãe do Interno;
    • Data de Nascimento do Interno.
  4. Clique em CONSULTAR.

Se os dados baterem com o cadastro, o sistema informa em qual unidade prisional a pessoa está recolhida. A partir daí, você consegue seguir para o cadastro de visitante e o agendamento da visita, assunto que detalhamos no guia sobre cadastro e carteirinha de visitante.

Um cuidado importante: preencha o nome completo exatamente como consta nos documentos, incluindo a filiação. A busca por nome é sensível a abreviações e erros de grafia. Um “Joao” sem acento, um sobrenome trocado ou a mãe grafada de forma diferente da que está no cadastro podem fazer a consulta voltar vazia mesmo com a pessoa presa.

O que cada resultado significa

O formulário devolve pouca coisa, e é justamente por devolver pouco que o resultado costuma ser mal interpretado, para mais ou para menos. Na prática há três desfechos, e cada um pede uma leitura diferente.

Resultado 1: apareceu a unidade prisional

É o desfecho que a família procura. Leia o retorno como “onde a pessoa está hoje, segundo o cadastro do sistema penitenciário”, e nada além disso. Ele não informa a situação processual, não distingue prisão provisória de condenação definitiva, não traz regime, pena, data de progressão nem eventual alvará já expedido.

Anote o nome exato da unidade, porque é ele que determina o dia e o horário da visita: a secretaria publica o Cronograma de Visitação e Entrega de Custódia mês a mês, separado por superintendência (capital e interior), com a ressalva de que está sujeito a alteração.

Resultado 2: não retornou ninguém

Um retorno vazio significa “não há registro que bata exatamente com esses dados”. Não significa “essa pessoa não está presa”.

A busca cruza quatro informações, nome do interno, nome do pai, nome da mãe e data de nascimento. Basta uma delas divergir do que foi digitado no cadastro da unidade (um acento, um sobrenome de casada, uma data invertida, a filiação registrada só pela mãe) para o resultado vir vazio com a pessoa recolhida a poucos quilômetros dali. É o desfecho mais comum e o menos conclusivo dos três, a seção seguinte trata inteiramente dele.

Resultado 3: o sistema não respondeu ou a página deu erro

Indisponibilidade é problema técnico, não é informação sobre a pessoa. Aqui não há nada a interpretar: tente em outro horário e, se o erro persistir, siga pelos canais oficiais listados adiante. Instabilidade de sistema nunca deve ser lida como resposta negativa.

Nenhum dos três resultados é documento

Vale registrar um limite que costuma pegar as famílias de surpresa: a tela da consulta é informativa. Ela não é certidão, não vem assinada, não tem validade formal e não substitui a informação prestada oficialmente pela unidade ou pelo juízo, o que faz diferença quando alguém precisa comprovar onde a pessoa está, e não apenas saber.

O que fazer quando o preso não aparece

Quando a consulta da SEPPEN-RJ volta vazia, não pare por aí. Existem outros caminhos oficiais.

1. Confira os dados e tente de novo

Antes de qualquer coisa, revise o preenchimento: nome completo sem abreviação, acentos corretos, filiação exata, data de nascimento certa. Depois, se a prisão foi muito recente, aguarde 24 a 48 horas e repita a consulta, o cadastro pode ainda estar sendo processado.

2. Prisão de horas atrás: a custódia ainda pode não ser da SEPPEN

Esta é a causa mais frequente do “não consta” e quase ninguém a conhece. Logo depois da prisão, a pessoa costuma ficar sob custódia da polícia, em delegacia, na unidade de custódia ou em trânsito para a audiência de custódia, e ainda não foi recebida por uma unidade prisional. Enquanto isso não acontece, não há cadastro para o formulário da SEPPEN encontrar. O sistema não está errado: a pessoa simplesmente ainda não entrou nele.

Nessa janela, o caminho é outro: descobrir em qual delegacia a prisão foi registrada e qual o número do procedimento. Se a prisão foi há pouco, o guia sobre as primeiras 48 horas depois de um familiar preso descreve a sequência inteira. Repetir a consulta da SEPPEN depois de 24 a 48 horas costuma resolver por si só.

3. Homônimo e nome comum: o erro que engana nos dois sentidos

Nome comum atrapalha duas vezes. Pode devolver outra pessoa com nome igual ou parecido, e a família comemora, ou se desespera, pelo motivo errado. E pode devolver vazio porque o cadastro registrou o nome de forma ligeiramente diferente.

É exatamente para reduzir isso que o formulário exige filiação e data de nascimento, e não só o nome: os três dados juntos individualizam a pessoa. Antes de aceitar qualquer resultado como certo, confira se a filiação e a data de nascimento retornadas são as do seu familiar. Se você não tem certeza da grafia exata que consta nos documentos dele, tire essa dúvida antes, é o dado que mais derruba a consulta.

4. Transferência sem aviso: sumiu da unidade conhecida

Outra situação frequente é a pessoa ser transferida sem que a família seja avisada: ela deixa de aparecer na unidade em que estava e, se a nova entrada ainda não foi processada, a consulta pode ficar desatualizada por algum tempo. Nesse caso a informação existe, só não está visível ainda.

Aqui a consulta repetida ao longo de alguns dias costuma resolver; quando não resolve, valem a Ouvidoria e a via judicial descritas abaixo. O procedimento para pedir e rastrear transferências está no guia sobre como pedir transferência de presídio.

5. Procure a Ouvidoria, a da SEPPEN e a do Estado

A SEPPEN-RJ mantém Ouvidoria própria, que pode ser acionada quando o sistema online não resolve. Segundo a página oficial da secretaria em rj.gov.br/policiapenalrj/ouvidoria, o atendimento é:

  • Endereço: Praça Cristiano Otoni, s/n, 5º andar, sala 510, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
  • Telefones: (21) 2272-7256 e (21) 2272-7257
  • Horário: segunda a sexta, das 9h às 17h

Existe ainda a Ouvidoria Geral do Estado (OuveRJ), vinculada à Controladoria Geral do Estado, para registrar manifestação formal, pedido de informação, reclamação ou denúncia, com número de protocolo e acompanhamento. O registro é feito em rj.gov.br/ouverj, na opção “Nova Manifestação”.

Em qualquer dos dois, tenha em mãos nome completo, filiação, data de nascimento e, se souber, o número do processo ou do boletim de ocorrência. Protocolo por escrito vale mais do que telefonema: ele gera número, prazo e resposta rastreável.

6. BNMP e advogado

Se nada disso trouxe o nome, consulte o BNMP do CNJ, que confirma se há mandado de prisão e aponta o juízo (como usar). No Rio de Janeiro, o advogado constituído, além do processo de execução no SEEU, acessa o sistema penitenciário estadual por meio dos convênios da OAB/RJ. O que ele pode fazer quando nem isso localiza a pessoa está no guia geral.

Localizei. E agora?

Depois vêm o cadastro de visitante, o acompanhamento da execução e, muitas vezes, a dúvida se a pessoa foi ou não solta por alvará. Para as outras UFs e o caminho nacional, use o guia de como localizar preso no Brasil.

Quando procurar um advogado

Se o formulário devolveu a unidade, os próximos passos (cadastro de visitante, cronograma de visita, entrega de itens autorizados) a própria família resolve. Se a dificuldade for financeira, o atendimento gratuito é da Defensoria Pública: veja quem tem direito e como procurar em Defensoria Pública.

O advogado se torna necessário quando a informação não vem pela via pública: o nome não consta depois de dias, a pessoa foi transferida sem rastro, o cadastro parece errado. O que ele faz, e o que ninguém pode prometer, está no guia geral.

Fontes oficiais consultadas

As informações normativas foram conferidas em 3 de agosto de 2026. Em 8 de outubro de 2026 todos os endereços abaixo responderam, e o formulário de localização estava no endereço novo:

Endereços de sistemas públicos mudam. Se algum link acima não abrir, o ponto de partida seguro é o portal da secretaria em rj.gov.br/policiapenalrj.

Compartilhar:
Felipe Smargiassi, advogado criminalista, OAB/MG 155.242

Sobre o autor

Felipe Smargiassi

Advogado Criminalista · OAB/MG 155.242

Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal, a partir do Sul de Minas Gerais para todo o Brasil.

Precisa de um advogado criminalista?

Felipe Smargiassi · OAB/MG 155.242 · Tribunal do Júri e defesa criminal em todo o Brasil

Primeira conversa pelo WhatsApp; atendimento de segunda a sexta, das 8h às 18h. Prisão em flagrante: mande mensagem, inclusive fora do horário.

Falar no WhatsApp (35) 91019-8798 →
5,0 no Google · 28 avaliaçõesver no Google ↗

ReceptividadeQualidadeProfissionalismoValor

É advogado? Conheça o modelo de parceria