História
A história de Aracruz começa no aldeamento jesuítico da Aldeia Nova, fundado por volta de 1556 pelos padres Brás Lourenço e Diogo Jácome no esforço de catequese do litoral capixaba, em terras habitadas pelos Tupinikim. Do antigo núcleo religioso nasceu o povoado de Santa Cruz, que alcançou a emancipação política em 3 de abril de 1848, tornando-se Município de Santa Cruz. Durante quase um século a economia foi de litoral e sertão — pesca, roças, extrativismo e o pequeno porto de Barra do Riacho. Pelo Decreto-lei estadual nº 15.177, de 31 de dezembro de 1943, no bojo da reorganização territorial do Estado Novo capixaba, Santa Cruz foi rebatizada como Aracruz. A virada definitiva veio a partir de 1967, quando a Aracruz Florestal e, depois, a Aracruz Celulose instalaram na região um enorme complexo de monocultura de eucalipto e fábricas de celulose — projeto que atraiu população, capital e infraestrutura, mas que também colidiu frontalmente com as terras ancestrais dos Tupinikim e Guarani, marcando décadas de conflito fundiário e transformando para sempre a paisagem e a economia do município.