História
Tangará da Serra nasceu como projeto de colonização nos anos 1960-70, estruturado a partir de migrantes do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina que transformaram a região em polo agropecuário. Foi emancipada de Barra do Bugres em 13 de maio de 1976 pela Lei Estadual nº 3.687. A cidade cresceu em torno de duas vocações claras: a cana-de-açúcar, com as usinas de açúcar-álcool instaladas em Barra do Bugres (Usina Itamarati, maior do estado) e Nova Olímpia — ambas vizinhas a Tangará — e o agronegócio da Chapada dos Parecis (soja, algodão, pecuária). Um marco institucional distintivo foi a encampação do Centro de Ensino Superior de Tangará (CESUT, então privado) pela UNEMAT em 1995. Essa conquista — fruto de mobilização popular com passeatas, pressão de entidades e apoio da imprensa local — transformou Tangará em uma das principais cidades universitárias públicas de Mato Grosso. Em 2001, o campus implantou os cursos de Agronomia e Ciências Biológicas. Em 2006, o curso de Enfermagem tornou Tangará referência regional na formação de profissionais da saúde. Em 19 de setembro de 2023, a Lei Complementar Estadual 774 unificou as entrâncias das comarcas mato-grossenses, deslocando Tangará da Terceira Entrância para a Entrância Única. Em setembro de 2025, um reconhecimento nacional inédito: a Prefeitura conquistou o 1º lugar no Prêmio Eficiência Tributária do CNJ. Em janeiro de 2025, Wanessa Franchini foi empossada como primeira mulher presidenta da 10ª Subseção da OAB-MT em Tangará.