História
A história de Macapá é a história da CONQUISTA PORTUGUESA DA AMAZÔNIA SETENTRIONAL contra pretensões francesas, inglesas, holandesas e espanholas. Quando VICENTE YÁÑEZ PINZÓN chegou à foz do Amazonas em 1500, a região era habitada por POVOS TUPI E ARUAQUE. Os primeiros séculos coloniais foram de DISPUTA E INSEGURANÇA: feitorias precárias, fortes de madeira (1688), tratados conflituosos (Lisboa 1697, Utrecht 1713). A FUNDAÇÃO OFICIAL de VILA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ em 04/02/1758, por FRANCISCO XAVIER DE MENDONÇA FURTADO — irmão do Marquês de Pombal e Governador da Capitania do Grão-Pará e Maranhão —, materializou a POLÍTICA POMBALINA DE OCUPAÇÃO EFETIVA da Amazônia. A CONSTRUÇÃO DA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ (1764-1782) — projeto do italiano Henrique Antônio Gallucio, estilo Vauban, 107 peças de artilharia — consolidou a soberania lusitana, embora a Fortaleza nunca tenha defendido combate algum. Após a Independência (1822), Macapá integrou a PROVÍNCIA DO GRÃO-PARÁ; em 06/09/1856 foi elevada a CIDADE (Lei Provincial 281). O CONTESTADO FRANCO-BRASILEIRO (séc. XIX) — disputa com a França pela região do Cabo Norte (atual AP) — só foi resolvido em 01/12/1900 pelo LAUDO DE BERNA (arbitragem do presidente suíço Walter Hauser), favorável ao Brasil. Em 13/09/1943, o Decreto-Lei 5.812 (Vargas) criou o TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ, política de defesa amazônica em pleno Estado Novo. JANARY NUNES, primeiro governador territorial (1944-1955), dotou Macapá de infraestrutura básica, escolas, hospital, ruas pavimentadas. Em 1947, a descoberta do MANGANÊS DE SERRA DO NAVIO inaugurou o ciclo da MINERAÇÃO DA ICOMI (até 1997), que gerou a Ferrovia do Amapá, o Porto de Santana e cidades planejadas. Em 05/10/1988, a Constituição Federal transformou o TFA em ESTADO; Macapá tornou-se capital estadual em 01/01/1991, com posse de ANIBAL BARCELLOS. Nos ciclos políticos seguintes destacaram-se JOÃO ALBERTO CAPIBERIBE (PSB, 1995-2002), WALDEZ GÓES (MDB/PSB, 2003-2010 e 2015-2022) e, na ruptura política mais recente, CLÉCIO LUÍS (Solidariedade/ União Brasil), eleito em 1º turno em 2022 com ~53% dos votos, rompendo o domínio bipartidário tradicional. DR. FURLAN (MDB) foi reeleito prefeito em 06/10/2024 com 85,08% dos votos. A capital cresceu de ~16 mil habitantes em 1950 para ~490 mil em 2025 — projetando-se para >500 mil até 2030.