História
Itaituba tem história singular no Pará — é relativamente "nova" em termos de estrutura urbana (primeiros registros em 1812; elevada em 1853), mas sua trajetória foi marcada por OURO. Os primeiros registros documentais da localidade datam de 1812, quando Miguel João de Castro a mencionou em sua lista de viagem pelo Rio Tapajós como centro de exploração e comércio do Alto Tapajós. Em 1836, durante a Cabanagem, Itaituba era um aldeamento indígena do Grão-Pará, com um pequeno destacamento militar. Até 1853, dependeu da freguesia de Pinhel; naquele ano, passou para a jurisdição de Boim. Joaquim Caetano Corrêa é reconhecido como FUNDADOR SIMBÓLICO da sede do município, pelo pioneirismo na exploração da região tapajônica no século XIX. Mas a história DEFINIDORA de Itaituba começou nos anos 1980: a CORRIDA DO OURO. O Vale do Tapajós emergiu como a maior região aurífera do oeste paraense. Entre meados dos anos 1980 e início dos anos 1990, estima-se que MAIS DE 500 TONELADAS DE OURO foram extraídas da região. O Aeroporto de Itaituba, em função do intenso tráfego de pequenas aeronaves levando garimpeiros e insumos, tornou-se um dos 3 MAIS MOVIMENTADOS DO MUNDO em pousos e decolagens. O ouro trouxe prosperidade, mas também crescimento urbano desorganizado, aumento da pobreza em áreas periféricas e GRAVE contaminação ambiental por mercúrio. Com a decadência da corrida no início dos anos 90, a cidade começou a diversificar — setor agropecuário, madeireiro, e mais recentemente, cimento (calcário do subsolo) e mineração industrial (Brazauro/G Mining Ventures). Um marco institucional recente: em 24 DE JULHO DE 2013, a JUSTIÇA FEDERAL chegou a Itaituba com a inauguração da Subseção Judiciária, a 8ª do Pará. A solenidade contou com o presidente do TRF-1 (Des. Mário César Ribeiro), o diretor do Foro da SJPA (Juiz Ruy Dias de Souza Filho), o juiz inaugural Dr. José Airton de Aguiar Portela, a então prefeita Eliene Nunes de Oliveira, o bispo da Prelazia Dom Wilmar Santin, o deputado federal Dudimar Paxiuba, o diretor do fórum estadual Juiz Claitoney Passos Ferreira, e o coronel do 53º Batalhão do Exército. Em 2004, a TERRA INDÍGENA MUNDURUCU foi homologada (2,38 milhões de ha) — uma das maiores do Brasil. Em 2006, foram criados Parque Nacional do Rio Novo, Floresta Nacional do Amaná e APA do Tapajós, consolidando o mosaico de unidades de conservação que cobre boa parte do gigantesco território municipal. A política itaitubense tem sido marcada pela figura do MDB. Valmir Climaco (MDB, 2017-2024), empresário da mineração e madeireiro, governou dois mandatos. Em 2024, Nicodemos Aguiar (MDB) venceu em 1º turno com 48,26%, derrotando Wescley Tomaz (AVANTE) — continuidade do projeto mesmista.