História
Cametá é uma das CIDADES MAIS ANTIGAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA. Fundada em 24 de dezembro de 1635 — quando o Brasil colônia ainda era um país em formação e as capitanias hereditárias mal haviam chegado ao Norte — a cidade surgiu como entreposto estratégico na margem ESQUERDA do Rio Tocantins, a 150 km de Belém. O topônimo deriva do Tupi: "Cáa" (mato, floresta) + "Mutá" (degrau instalado em galhos para espera de caça ou para morar) = "degrau no mato". A expressão revela a relação profunda entre os povos indígenas originários e a floresta: o Cametá é o lugar dos degraus que permitem o humano habitar e caçar nas árvores. A colonização portuguesa e influências francesas (expedições do século XVII, quando franceses disputaram o controle do Norte) deixaram marcas na cultura. A mistura resultante é visível no "jeito de ser cametaense" — na forma de falar, cantar, dançar e vestir-se — elemento identitário forte até hoje. Ao longo dos séculos XIX e XX, Cametá consolidou-se como polo comercial do Médio Tocantins, entreposto para a produção agropecuária regional (açaí, mandioca, cacau, pimenta-do-reino) e para a pesca artesanal (mapará é o peixe mais popular). Em 1987, a UFPA implantou o Campus Universitário do Tocantins/Cametá (CUTC), um dos 12 campi federais no interior paraense. O IFPA também estabeleceu campus na cidade, ampliando acesso à educação técnica e superior. Em 2024, a política cametaense entrou em episódio institucional marcante: o prefeito Victor Cassiano (MDB) foi reeleito com a MAIOR VOTAÇÃO da história da cidade (49.987 votos, 55,81%), mas foi CASSADO pelo TRE-PA em 10/04/2025 por abuso de poder político e econômico — contratação irregular de 3.300 terceirizados em ano eleitoral. O TSE, por meio do ministro André Mendonça, reconduziu-o ao cargo em 17/06/2025, suspendendo as eleições suplementares marcadas para agosto. Mérito ainda pendente.