História
Castanhal nasceu dos trilhos. A Estrada de Ferro de Bragança, concluída em 01 de dezembro de 1900 durante o governo do Dr. Augusto Montenegro, foi o evento fundador: trabalhadores nordestinos (principalmente maranhenses, cearenses e paraibanos) concentraram-se ao redor da estação, onde havia castanheiras em abundância — daí o topônimo. A estação servia de ponto de parada na viagem entre Belém e Bragança, a 320 km da capital, atravessando o Nordeste paraense. Em 1902, o governador Augusto Montenegro, na estratégia de controlar a produção regional, dividiu a área da então Vila em sete colônias: José de Alencar (hoje Centro), Anita Garibaldi, Ianetama, Iracema, Inhangapi, Antonio Baena e Marapanim. Um convênio com o governo espanhol para importar mão de obra foi firmado, mas os imigrantes não se adaptaram ao clima amazônico e retornaram. A fundação oficial do município veio em 28 de janeiro de 1932 — data celebrada como aniversário. Em 1964, a Estrada de Ferro de Bragança foi desativada e os trilhos foram removidos — perda urbanística e memorial significativa. Hoje, o traçado original dá lugar à PA-136. Nas décadas seguintes, Castanhal consolidou-se como: (a) polo agroindustrial do Nordeste paraense (especialmente processamento de frutas tropicais); (b) entroncamento logístico da BR-316; (c) centro urbano de referência para 15-20 municípios vizinhos. Em 1978, a UFPA inaugurou seu Campus em Castanhal — marco educacional. Em 2004, a Vara Agrária foi instalada (4ª do Brasil) e a Diocese Católica foi criada pelo Papa João Paulo II. Em 2006, a Subseção Federal TRF-1 foi inaugurada. Em 2021, o Hospital Regional Público (HRPC) entrou em operação. Em 2024, Hélio Leite (União Brasil), deputado federal e ex-prefeito (2005-2012), retornou ao Executivo com 43,77% dos votos em 1º turno, derrotando Paulo Titan (MDB, 36,1%) e Pedro Coelho (PL, 12,84%). Posse em 01/01/2025.