História
A história de Rio Branco — e por extensão do Acre — é de DISPUTA TERRITORIAL e RESISTÊNCIA POPULAR que transformou uma fronteira boliviana em capital brasileira. Até 1903, o território pertencia à BOLÍVIA pelo Tratado de Ayacucho (1867). Mas o CICLO DA BORRACHA (1879-1912) atraiu milhares de SERINGALISTAS BRASILEIROS — sobretudo cearenses fugidos da Seca de 1877-1879 ('soldados da borracha') — que passaram a dominar demograficamente a região. Em 1899, Joaquim Vítor da Silva proclamou o 'Estado Independente do Acre', logo reprimido. Em 1902, o gaúcho PLÁCIDO DE CASTRO (engenheiro agrimensor) liderou a REVOLUÇÃO ACREANA: Batalha de Xapuri (06/08/1902), Cerco de Puerto Alonso (24/01/1903), capitulação boliviana. O TRATADO DE PETRÓPOLIS (17/11/1903), negociado pelo chanceler BARÃO DO RIO BRANCO, transferiu o território ao Brasil mediante £ 2 milhões + permuta de terras + construção da Ferrovia Madeira-Mamoré. O Acre tornou-se TERRITÓRIO FEDERAL (Decreto 5.188/1904), governado a partir de Sena Madureira; em 1920, a capital foi transferida para Rio Branco. O colapso da borracha (1912) trouxe estagnação. A 2ª BATALHA DA BORRACHA (1942-1945) repovoou a região com nordestinos. Em 15/06/1962, pela Lei 4.070 (sancionada por Ranieri Mazzilli no governo Jango), o AC tornou-se ESTADO e Rio Branco capital estadual. Na década de 1970, a Ditadura Militar construiu a BR-364, trouxe migrantes do Centro-Oeste e iniciou o desmatamento sistemático. Nos anos 1980, surgiram os Movimentos dos Seringueiros (Chico Mendes, Wilson Pinheiro, Marina Silva). CHICO MENDES foi assassinado em Xapuri em 22/12/1988 por fazendeiros — o AC tornou-se símbolo mundial da luta ambiental. Nos séculos XX-XXI, Rio Branco consolidou-se como CENTRO INSTITUCIONAL do Acre, abrigando todos os poderes estaduais, a UFAC (1970/1974), o TRT-14 (1992), a Arquidiocese (1975). A cidade cresceu de ~17 mil habitantes em 1950 para ~389 mil em 2025.