História
Caxias é a quinta cidade mais populosa do Maranhão (Censo 2022: 156.970 habitantes) e um dos municípios historicamente mais importantes do estado. Sua origem remonta ao século XVII, quando a região do Rio Itapecuru era habitada pelos índios Timbiras e Gamelas — povos originários que coexistiam pacificamente e mantiveram contato inicialmente com os franceses que ocupavam o Maranhão entre 1612 e 1615. Com a expulsão dos franceses em 1615, os portugueses passaram a escravizar esses indígenas, e a localidade foi sucessivamente chamada de Guanaré (nome indígena), São José das Aldeias Altas, Freguesia e depois Arraial das Aldeias Altas, até tornar-se Vila de Caxias em 1811 e finalmente cidade em 1º de agosto de 1836. O nome homenageia a Quinta Real de Caxias, em Portugal, e por extensão o Barão — depois Duque — de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, que entre 1840 e 1841 pacificou a Revolta da Balaiada justamente em território caxiense. A Balaiada foi um dos maiores movimentos populares do Brasil Império — escravos, vaqueiros, cangaceiros (balaios) e ex-combatentes rebelaram-se contra a oligarquia local em meio à fase regencial. O jovem Luís Alves de Lima e Silva, então Coronel, recebeu por sua atuação o título de Barão de Caxias, dando origem à onomástica do Patrono do Exército Brasileiro. Em 1858, na Igreja de São Benedito, o antístite da Igreja Maranhense Dom Manoel Joaquim da Silveira denominou Caxias como 'Princesa do Sertão Maranhense' — título consagrado até hoje. A arquitetura herdada do séc. XIX em estilo português, incluindo o Palácio do Comendador Alderico Silva, o Palácio Episcopal e igrejas históricas, compõe um dos mais expressivos conjuntos patrimoniais do MA. Em 2024, José Gentil Rosa Neto (PP), 31 anos, arquiteto e ex-secretário adjunto de Urbanismo, foi eleito em 1º turno com 48,7% dos votos (apertada diferença de 0,63 pontos percentuais sobre Paulinho do PL) e tornou-se o MAIS JOVEM PREFEITO DA HISTÓRIA DE CAXIAS, sucedendo o tio-avô Fábio Gentil, que administrou a cidade por 8 anos (2017-2024). Em 19 de dezembro de 2025, no entanto, a 4ª Zona Eleitoral de Caxias (juiz Rogério Monteles da Costa) julgou parcialmente procedente AIJE movida por Paulo Marinho Júnior e CASSOU em 1ª instância os mandatos de Gentil Neto e do vice Eugênio Coutinho por abuso de poder político-econômico e compra organizada de votos (inclusive via PIX). A decisão também declarou os três (Gentil Neto, Eugênio e o ex-prefeito Fábio Gentil) inelegíveis por 8 anos. Como a decisão foi de 1ª instância, cabe recurso ao TRE-MA e, até o julgamento, Gentil Neto e vice permanecem no cargo.