História
Paço do Lumiar é a sétima cidade mais populosa do Maranhão (Censo 2022: 145.643 habitantes; estimada 2025: 153.158) e o terceiro município da Ilha de São Luís, depois da capital e de São José de Ribamar. Sua história se entrelaça com a colonização portuguesa do Maranhão — inicia-se em 22 de maio de 1625, quando o governador Francisco Coelho de Carvalho chegou à capital da província. Nessa época, o jesuíta Luís Figueira já possuía uma légua de terra no sítio chamado Anindiba, doada em escritura pública por Pedro Dias e sua esposa Apolônia Bustamante. Foi esse sítio que se tornou povoação e, por Resolução Régia de 18 de junho de 1757, distrito com o nome de "Paço do Lumiar" — nomeado em homenagem à freguesia do Lumiar, nos arrabaldes de Lisboa. A elevação formal a vila veio pela Carta Régia nº 7 de 29 de abril de 1835. A trajetória do município, porém, foi acidentada: em 27 de fevereiro de 1931 foi extinto e anexado a São Luís como simples distrito; em 6 de dezembro de 1938, o distrito foi extinto de novo e seu território anexado a São José de Ribamar. Só em 7 de dezembro de 1959, a Lei Estadual nº 1.890 restabeleceu Paço do Lumiar como município, desmembrado de Ribamar. A instalação oficial se deu em 14 de janeiro de 1961 — data que hoje se comemora como aniversário da cidade. Politicamente, Paço viveu em 2019 um episódio marcante: Domingos Dutra (PcdoB), então prefeito, sofreu AVC e foi afastado; a vice Paula Azevedo assumiu, tornando-se a primeira mulher na gestão do município, e foi reeleita em 2020. Em 6 de outubro de 2024, Fred Campos foi eleito prefeito em disputa apertada com Filipe Gonçalo, com o apoio político do ex-vice Inaldo Pereira. A posse ocorreu em 1º de janeiro de 2025 para mandato até 2028.