História
Codó é a sexta cidade mais populosa do Maranhão (Censo 2022: 114.275 habitantes; estimada 2025: 118.283) e uma das mais singulares culturalmente de todo o Nordeste brasileiro. Localizada no Leste maranhense, à margem do Rio Itapecuru, foi habitada originariamente pelos povos Timbiras e Gamelas antes da chegada portuguesa no séc. XVII. Durante o séc. XVIII e XIX, a região se consolidou como zona de fazendas de algodão e cana com mão de obra escrava massiva — em 1873, um documento registra 6.550 africanos escravizados vivendo em Codó. Esse contingente é a chave para compreender a identidade cultural da cidade: após a abolição (1888), os descendentes dos escravizados permaneceram, e suas tradições religiosas afro-brasileiras floresceram — primeiro nas matas de babaçu longe do olhar das autoridades, depois na Lagoa do Pajeleiro (já desaparecida) e, por fim, nos terreiros da área urbana a partir das décadas de 1930-1950. Codó se emancipou como município em 28 de abril de 1896, desmembrando-se de Caxias. O século XX consolidou Codó como "capital da macumba" — apelido que é objeto de tese doutoral (Martina Ahlert, UnB 2013) e de centenas de trabalhos acadêmicos. Bita do Barão, pai-de-santo mais famoso do Brasil entre 1950 e 1990, estabeleceu-se na cidade, atraindo clientela de políticos, empresários e artistas de todo o país. Em 6 de outubro de 2024, Francisco Carlos de Oliveira (Chiquinho Fc, PT) foi eleito prefeito em 1º turno com 48,29% dos votos, em disputa apertada com Dr Zé Francisco (45,52%). A posse ocorreu em 1º de janeiro de 2025 para mandato até 2028.