História
A história de Itaú de Minas articula a transição econômica de duas vocações industriais consecutivas: a mineração de ferro do século XIX e a indústria cimenteira do século XX.
Em meados do século XIX, no povoado conhecido como 'Córrego do Ferro' (referência ao Morro do Ferro, principal acidente geográfico do território), já havia atividades de mineração de ferro registradas em inventários cartoriais de Passos. O historiador Antônio Grillo registra que, em 1870, Joaquim Gomes de Souza Lemos fez referência ao povoado em levantamento das divisas do município de Passos.
A Capela de Nossa Senhora da Santana, construída como expressão da religiosidade dos primeiros habitantes, e o cemitério local estão territorialmente ligados ao Morro do Ferro - documentando a centralidade dessa elevação na ocupação original. Com o esgotamento progressivo das jazidas de ferro ao longo do século XIX-XX, o povoado entrou em fase de transição econômica.
Em 1937, a fundação da Fábrica de Cimentos Itaú marcou o início de uma nova era. A fábrica aproveitou as ricas jazidas de calcário da região (matéria-prima essencial para a produção de cimento) e transformou-se em motor do desenvolvimento local. Na década de 1970, a fábrica foi incorporada à Votorantim Cimentos, consolidando-se como uma das maiores em operação no Brasil.
A toponímia 'Itaú de Minas' adotada para o município reflete diretamente a herança industrial da fábrica - caso raro de cidade brasileira nomeada a partir da empresa industrial principal.
Em 1987, Itaú de Minas tornou-se município autônomo, desmembrado de Pratápolis. Em 2026, completam-se 39 anos de emancipação político-administrativa. Atualmente, o Executivo é exercido por Norival Lima (UNIÃO BRASIL), eleito em 2024 com 68,46% dos votos válidos.