História
Lambari nasceu sob o signo das águas terapêuticas. Em 1780, o fazendeiro Antônio de Araújo Dantas, caboclo de Campanha (então Campanha da Princeza), descobriu as nascentes minerais aos pés da Serra da Mantiqueira. Em 1826, o português Manuel da Silveira Rodrigues fez os primeiros estudos das qualidades medicinais. Entre 1830 e 1832, a Câmara de Campanha desapropriou 12 alqueires para proteger as fontes — ato fundador da intervenção pública nas águas. Em 1834, o médico inglês Thomaz Crockane fundou o povoado. O distrito de Águas Virtuosas da Campanha foi criado em 28/06/1850 (Lei provincial 487); o município, em 16/09/1901 (Lei estadual 319), com instalação em 02/01/1902. A virada do século XIX para o XX é marcada pela presença SINGULAR de AMÉRICO WERNECK (1855-1927), político e escritor fluminense ex-prefeito de Belo Horizonte, que PLANEJOU LAMBARI DO ZERO como cidade urbanística belle époque, com parques, mirantes, ruas largas e o LAGO GUANABARA artificial (1910) — tudo isso ambicionando fundar um NOVO ESTADO no sul de Minas, abrangendo todas as estâncias hidrominerais até Poços de Caldas (projeto não concretizado, mas cujo patrimônio material persiste). Em 18/09/1915, a vila foi elevada a cidade. Em 27/12/1930, o nome foi alterado de "Águas Virtuosas" para "Lambari", restituindo o topônimo tupi originário (Arambari = peixinho/baratinha). Em 1947, foi eleito o primeiro Prefeito por voto direto. Hoje, Lambari é Comarca de Primeira Entrância no TJMG com Vara Única — desde dezembro/2025 também conta com Unidade Avançada de Atendimento (UAA) do TRF-6.