História
Monte Santo de Minas é filha do ouro que acabou. O IBGE conta que, exauridas as lavras de Jacuí no século XVIII, as famílias saíram em busca de terra fértil e, em 1820, ergueram uma capela a São Francisco de Paula junto a um riacho, o Tejuco. O povoado de São Francisco de Paula do Tejuco virou paróquia com o nome do santo e do monte, foi feito distrito de Jacuí pela lei provincial nº 908, de 8 de junho de 1858, e ganhou autonomia como vila de Monte Santo pelo decreto estadual nº 243, de 21 de novembro de 1890, instalada em 3 de janeiro de 1891. A comarca veio logo, em 31 de março de 1892, e a condição de cidade em 24 de maio do mesmo ano (lei estadual nº 23). Na última década do século XIX a prefeitura foi exercida pelo advogado e promotor Venceslau Brás Pereira Gomes, que depois presidiria a República e que aqui introduziu o abastecimento de água. O café do meio do século XIX e a estação da Mogiana, em 1913, aceleraram a economia e a população. Do território saiu Itamogi: o distrito de Posses, anexado a Monte Santo em 1890, foi desmembrado pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, para formar o município de Arari — a mesma lei que criou o distrito de Milagres. Depois vieram os nomes: Montesanto, pelo decreto-lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, e Monte Santo de Minas, pela lei nº 336, de 12 de dezembro de 1948, que também recriou o distrito de Milagre, hoje o único além da sede.