História
As raízes históricas de Monte Santo de Minas remontam à época da mineração do ouro em Jacuí no século XVIII. Com a exaustão das jazidas e o consequente empobrecimento de Jacuí, as pessoas passaram a procurar terras férteis nas proximidades para praticarem a agricultura. Da Comarca de Jacuí — uma das mais antigas do Sul/Sudoeste mineiro — partiram várias bandeiras em busca de novas lavras.
Em 1820, ao redor de uma capela construída em homenagem a São Francisco de Paula, e próximo a um riacho (Córrego do Tejuco), formou-se o povoado denominado 'São Francisco de Paula do Tejuco' — núcleo originário do que viria a ser Monte Santo de Minas. A devoção ao padroeiro São Francisco de Paula marca a identidade religiosa fundacional do município.
Ao longo do século XIX e início do século XX, o povoado consolidou-se como núcleo agrícola da região cafeeira da Baixa Mogiana, com elevação a vila e depois a município com a denominação 'Monte Santo'. No século XX, o município passou por duas alterações toponímicas oficiais: em 31/12/1943, o Decreto Estadual nº 1058 alterou 'Monte Santo' para 'Montesanto' (forma aglutinada); em 12/12/1948, a Lei nº 336 alterou 'Montesanto' para 'Monte Santo de Minas' — denominação oficial até os dias atuais, com adição do qualificador 'de Minas' para distinguir de homônimos brasileiros.
Um marco histórico-cívico relevante associado ao município é a Casa Sufragista — patrimônio histórico onde o então Presidente do Estado de Minas Gerais Antônio Carlos Ribeiro de Andrada assinou o decreto de inclusão do voto feminino na Constituição Mineira de 1934. O fato registra localmente um dos avanços fundamentais dos direitos políticos das mulheres no Brasil, no contexto da reorganização institucional pós-Revolução de 1930.
Atualmente, o município é constituído por dois distritos (Monte Santo de Minas sede + Milagre) e o Executivo é exercido por Carlos Eduardo Donnabella ('Caburé'), do PSDB, eleito em 2024 para o mandato 2025-2028 (sendo seu segundo mandato — candidatura de reeleição), com o vice Bala Moraes (PL). A coligação que sustentou a vitória eleitoral em 2024 reuniu PDT, MDB, PSD, Federação PSDB- CIDADANIA e PL.