História
A história de São Gonçalo começa em 06/04/1579, quando o nobre português Gonçalo Gonçalves recebeu uma sesmaria às margens do rio Imboaçu, com a obrigação de construir capela e povoado. A capela foi dedicada a São Gonçalo de Amarante, santo da terra natal do colonizador. Antes da ocupação portuguesa, a região era habitada por indígenas Tamoios e Tupinambás. Em 1646 já era freguesia com 6.000 habitantes em 52 km². Os séculos XVII-XVIII foram marcados por engenhos de açúcar (cerca de 30 em 1860), aguardente, e cultivos de mandioca, feijão, milho e arroz. Em 22/09/1890, pelo Decreto Estadual nº 124, São Gonçalo foi emancipado de Niterói. Houve breves retornos à condição de distrito (1892), com autonomia plena e definitiva apenas em 1929. A grande transformação veio na década de 1930, quando a cidade investiu em parque industrial robusto e ganhou o apelido de "Manchester Fluminense": Eletroquímica Fluminense (1933, primeira do país em cloro/soda cáustica), Cerâmica do Rosa (1941, maior do Brasil em cerâmica), além de têxteis, metalúrgicas e químicas. Ao final da década de 1940, SG era o 3º maior PIB do estado da Guanabara. A partir dos anos 1970, com desindustrialização e expansão urbana metropolitana, SG transformou-se em cidade-dormitório, com os maiores deslocamentos pendulares do Brasil. Em 1908, no bairro de Neves, Zélio Fernandino de Moraes fundou a primeira tenda de Umbanda do Brasil — fato que faz de SG berço dessa religião nacional. Em 2020, Capitão Nelson (Avante, depois PL) tornou-se prefeito; em 2024, foi reeleito com a maior votação da história municipal (84,49%).