História
A ocupação da região remonta ao século XVI, quando, após a retomada da Baía de Guanabara e a fundação da cidade do Rio de Janeiro, a Coroa portuguesa dividiu os chamados sertões do Macacu em sesmarias para povoar e proteger o território. Em 1567, o fidalgo Miguel de Moura recebeu terras na planície do Rio Macacu. O povoado de São João de Itaboraí surgiu por volta de 1622, a partir de uma capela erguida na antiga fazenda do Iguá, e em 1696, por alvará de 18 de janeiro daquele ano, foi elevado à condição de freguesia, com a denominação de São João de Itaboraí. O nome tem origem tupi, associado à ideia de pedra erguida.
O atual município resultou da articulação de antigos núcleos do Recôncavo da Guanabara, entre eles Santo Antônio de Sá, elevada a vila em 1697, que prosperou como entreposto fluvial até declinar com o assoreamento dos rios e as chamadas Febres do Macacu, a partir de 1829. Em 15 de janeiro de 1833, São João de Itaboraí foi elevada a vila, incorporando territórios vizinhos, e em 1890 foi transformada em cidade. Durante o período colonial e imperial, os engenhos de açúcar do vale do Macacu-Caceribu foram a base econômica, complementados depois pela cultura do café e por uma tradição ceramista de raízes antigas.