História
Caroebe é filho da Perimetral Norte. A BR-210, rasgada na década de 1970 para ligar o Amapá ao Amazonas pelo norte da Amazônia, nunca foi concluída — mas o trecho roraimense que sai de Caracaraí rumo ao leste semeou vilas de colonização agrícola, e a última delas, já perto de onde o asfalto acaba, cresceu em torno do vale do rio Jatapu. O IBGE registra a trajetória administrativa em três atos: aglomerado rural pertencente a São João da Baliza, elevação a município pela Lei estadual nº 82, de 4 de novembro de 1994 — na primeira leva de emancipações do jovem estado de Roraima, criado pela Constituição de 1988 —, e instalação em 1º de janeiro de 1997, quando a primeira administração própria tomou posse. Desde então o município é constituído de um único distrito-sede, com a vida econômica espalhada pelas vicinais que partem da BR-210. A história curta — menos de trinta anos de autonomia — não impede identidade forte: Caroebe é o ponto final da estrada, a fronteira agrícola que faz divisa com a imensidão florestal do Pará e do Amazonas.