História
Poucas certidões municipais carregam uma lenda como a de Normandia: o histórico oficial do IBGE registra que o nome homenageia a região francesa e lembra que o povoado foi morada de Papillon — Henri Charrière, o foragido da Ilha do Diabo cuja autobiografia correu o mundo. A história documentada é a de um povoado de lavrado crescido junto à fronteira da Guiana, no antigo Território Federal do Rio Branco, elevado a município pela Lei Federal nº 7.009, de 1º de julho de 1982 — a mesma fornada de Alto Alegre e Mucajaí —, por desmembramento de Boa Vista, com instalação em 13 de julho do mesmo ano. O fato que redesenhou o município, porém, veio depois da emancipação: a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, homologada em 15 de abril de 2005 e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, reconheceu a posse permanente dos povos Ingarikó, Makuxi, Patamona, Taurepang e Wapixana sobre um território contínuo que abrange Normandia, Pacaraima e Uiramutã — e devolveu ao mapa municipal a sua feição original, indígena.