História
O nome da cidade guarda uma história doméstica: segundo o verbete do IBGE, o topônimo homenageia a esposa do primeiro morador da localidade, Militão Pereira da Costa — e só por coincidência ecoa a personagem de José de Alencar. O povoado nasceu no eixo da BR-174, a estrada aberta pelo regime militar nos anos 1970 para ligar Manaus a Boa Vista, no trecho em que ela cruza o rio Mucajaí e segue rumo a Caracaraí. A área pertencia a dois municípios — Caracaraí, o gigante do sul, e Mucajaí, a colônia agrícola do norte —, e foi desmembrada de ambos quando a Lei estadual nº 83, de 4 de novembro de 1994, criou o município na primeira leva de emancipações do estado de Roraima, então recém-nascido da Constituição de 1988. A instalação veio em 1º de janeiro de 1997, com a posse da primeira administração própria. Constituído de um único distrito-sede, o município cresceu como ponto de parada da BR-174 e sede de projetos de assentamento, mantendo até hoje a dupla vocação: corredor rodoviário e fronteira agrícola à beira do maior território indígena do país.