História
A história de Criciúma tem três grandes ciclos: AGRÍCOLA-COLONIAL (1880-1919), CARBONÍFERO (1919-1990) e INDUSTRIAL DIVERSIFICADO (1990-atual). Fundada em 06/01/1880 com a chegada de 22 famílias italianas vindas de Beluno e Treviso, recebeu levas migratórias de outros povos: alemães, poloneses, afrodescendentes, portugueses e judeus — formando o caráter multiétnico que gerou o apelido 'Cidade das Etnias'. Em 02/09/1892 foi nomeada Distrito da Paz Cresciúma, pertencente a Araranguá. Em 04/09/1925 foi elevada a município. O grande salto veio em 1919, com o início da exploração do carvão mineral — a Ferrovia Tereza Cristina (construída nesse ano) permitia escoar a produção ao Porto de Imbituba. Por 70 anos, o carvão dominou a economia — gerando riqueza, empregos, mas também um dos maiores passivos ambientais do Brasil (Decreto 85.206/1980 declarou a região como 14ª Área Crítica Nacional para Poluição Ambiental; a Ação Civil Pública 93.80.00533-4 do TRF-4, a maior ação ambiental brasileira, condenou União, Estado e mineradoras à recuperação ambiental em curso). A transição para a cerâmica começou nos anos 1960: Eliane em 1960, Cecrisa em 1971, Portobello em 1979. Hoje, Criciúma + AMREC concentram mais de 60% da produção nacional de revestimentos cerâmicos. Em 2024, o ex-prefeito Clésio Salvaro (PSD, então em 3º mandato) foi preso na Operação Caronte (Gaeco/MPSC) por fraudes em serviços funerários; mesmo sob prisão, seu aliado Vaguinho Espíndola (PSD) venceu o deputado federal Ricardo Guidi (PL, apoiado pelo governador Jorginho Mello) nas eleições municipais daquele ano.