História
O território de Itapipoca foi habitado por povos TUPI e TAPUIA — TREMEMBÉ, ANACÉ, APUIARÉ e outras etnias — desde antes da colonização. A presença Tremembé permanece DOCUMENTADA E ATIVA até hoje, organizada em torno do Conselho Indígena Tremembé de Itapipoca (CITI), que mantém comunidades em Buriti, Sítio São José e Barra do Mundaú.
A colonização oficial começou em 13/04/1744 com a concessão de SESMARIA na Serra de Uruburetama ao Sargento-Mor Francisco Pinheiro do Lago, que repassou a terra ao genro JERÔNIMO GUIMARÃES DE FREITAS (fundador oficial). O primeiro núcleo urbano foi a "Vila Velha", no atual distrito de Arapari. O povoado chamou-se ARRAIAL DE SÃO JOSÉ de 1744 a 1823.
Em 17/10/1823, foi emancipado politicamente como VILA DA IMPERATRIZ (homenagem à Imperatriz Leopoldina, esposa de D. Pedro I). Em 1862 foi elevado à categoria de cidade. Em 1889, com a República, finalmente adotou o nome ITAPIPOCA — do tupi-guarani "pedra arrebentada".
A cidade desenvolveu-se com a expansão da PECUÁRIA (ciclo do couro) e do ALGODÃO, consolidando-se como centro urbano no século XIX. No século XX, integrou os planos de ligação ferroviária Fortaleza- Sobral pela ESTRADA DE FERRO DE ITAPIPOCA, com 5 estações (Rajada/Deserto, Itapipoca, Craúna/Anário Braga, Riachão e São Pedro da Timbaúba/Miraíma). A ferrovia consolidou a cidade como entreposto comercial regional. Hoje desativada.
O aniversário do município é tradicionalmente comemorado em 31 DE AGOSTO, com a Feira Agroindustrial no Parque de Exposições Hildeberto Barroso.